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"Não vou me entregar", diz Ceni após empate e cobrança de torcedores

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A paciência dos torcedores do São Paulo com o atual momento da equipe está no limite. Neste domingo (25), depois de um empate por 1 a 1 com o Fluminense em pleno Morumbi, a equipe da casa foi vaiada e um grupo de torcedores protestou em frente ao portão que dá acesso aos vestiários.

Enquanto isso, durante entrevista coletiva, o treinador Rogério Ceni evitou falar sobre uma ruptura no trabalho que tem desenvolvido desde o início do ano, quando assumiu o comando, apesar de reconhecer a dificuldade do momento vivido pelo clube.

"O torcedor está chateado e xinga no portão, mas eu também estou xingando por dentro. Não vou me entregar e não vou jogar a toalha. Sonhei com isso para a minha vida e sonhei que ia trabalhar para ser campeão. Esse é o clube do meu coração e é isso que eu vou fazer até o dia em que as pessoas me permitirem", disse o treinador.

O empate com o Fluminense, que foi superior em grande parte do duelo, levou o São Paulo a 11 pontos no Campeonato Brasileiro. Sem vencer há cinco rodadas, o time de Ceni ficou perigosamente perto da zona de rebaixamento para a segunda divisão nacional.

A fase negativa motivou cobranças. Torcedores levaram faixas à entrada dos vestiários do Morumbi neste domingo e entoaram cânticos de críticas ao atual momento do São Paulo. O principal alvo daquele grupo foi o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, conhecido como Leco.

Segundo Ceni, contudo, há razões para o torcedor do São Paulo ficar mais otimista. A tese do técnico tricolor é que a fase é ruim, sim, mas que seu time tem feito jogos equilibrados e oferecido demonstrações de que pode reagir.

"Vejo o São Paulo com totais condições de fazer os três pontos contra qualquer um hoje, mas não vem acontecendo. Aí recai sobre o treinador, o que eu vejo como algo natural. O torcedor quer ver a vitória, e eu também quero", declarou.

O São Paulo dirigido pelo ex-goleiro já foi eliminado da Copa do Brasil, do Paulista e da Sul-Americana em 2017. Além disso, já começa a se distanciar das primeiras posições no Brasileiro -são 14 pontos de diferença para o líder Corinthians, por exemplo.

"Estamos tentando achar a primeira vitória. Se acharmos, vamos seguir cada vez melhor no campeonato", afirmou Ceni, que já começou a fazer planos para a próxima temporada: "Espero poder estar aqui no ano que vem. Primeiro porque eu acredito nos jogadores. Segundo porque sou apaixonado por esse clube. Acredito muito que vamos conseguir sair dessa situação difícil e vamos fazer um 2018 como eu programei na minha cabeça. Não vamos deixar de lutar em 2017 porque sei que 2018 depende disso".

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