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'Vestibular' da NBA tem sabatinas, treinos e dor

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GIANCARLO GIAMPIETRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Técnicos e dirigentes do Dallas Mavericks aguardam o ala Wesley Mogi, 20.

O jogador do Paulistano deve se apresentar para avaliação detalhada de suas habilidades. Acontece que está com o joelho inchado, consequência de uma pancada que sofreu durante o processo de recrutamento de calouros.

Os funcionários dos Mavericks ficam preocupados. Cogitam a possibilidade de tirá-lo de quadra. Mas não adiantaria insistir. Doía, mas Mogi não deixaria passar a chance de impressionar o clube.

Além de Dallas, o ala passou no último mês por outros quatro clubes, incluindo os Lakers. Nesta equipe, foi elogiado por ninguém menos que Magic Johnson, um dos maiores astros do basquete.

Nem tudo, então, é dor. O "draft" introduz os atletas aos caprichos da NBA.

Agora, para assegurar um lugar nessa realidade paralela, os atletas são testados de todas as formas.

Boston, por exemplo, é uma das escalas com fama das mais temidas.

Lá, ao final de um treino que pode durar até 90 minutos, exaustos, os jogadores são gentilmente convidados para mais uma bateria de corridas, durante mais três minutos.

A ideia é testar os atletas mais psicológica do que aerobicamente.

Esse famigerado exercício já é conhecido como a "Maratona de Boston".

Para os estrangeiros, não obstante a rotina de viagens e a pressão, há o desafio da comunicação.

O processo de avaliação não se resume a treinos.

Tão ou mais importante é chance de sabatinar os aspirantes, sobre os mais diversos assuntos, para desvendar personalidades.

A ideia é se precaver ao máximo antes investir milhões de dólares no atleta.

O gerente-geral do Houston Rockets, Daryl Morey, tem o hábito de revelar as conversas mais inusitadas.

"Tudo corria bem na entrevista. Até que perguntamos se o jogador aceitaria passar eventualmente por exame toxicológico. Respondeu na hora, assustado: 'Agora?!'", lembra.

Outro atleta não parava de elogiar o passado do clube. Na hora de citar ao menos um nome que admirasse, não soube nem citar o legendário o pivô Hakeem Olajuwon. "Agora me pegaram", admitiu.

Futuros candidatos, então, já estão avisados. Esse vestibular peculiar também pede estudo.

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