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Processo seletivo da NBA pode aprovar mais dois brasileiros

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GIANCARLO GIAMPIETRO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A quinta-feira (22) será longa para dois brasileiros em especial. Candidatos à NBA, o ala-armador Georginho, 21, e o ala Wesley Mogi, 20, ambos do Paulistano, vice-campeão do NBB no último sábado (17), aguardam com ansiedade a realização do "draft", o processo seletivo da liga.

Os dois esperam que, ao final da cerimônia no ginásio do Brooklyn Nets, em Nova York, seus nomes tenham sido anunciados entre as 60 escolhas que estão em jogo.

Cinco olheiros internacionais, de diferentes equipes, consultados pela Folha de S. Paulo acreditam que Georginho será selecionado. Quatro deles, inclusive, creem em uma promessa já feita ao brasileiro.

Mogi foi avaliado por ao menos cinco franquias em treinos privados neste ano e agradou. O consenso entre esses scouts: corre por fora, mas com chances.

Um lema é repetido entre esses caça-talentos: "Basta que um time faça a escolha". Claro que, quanto mais interessados, maiores as chances. Mas, no fim, o que se busca é o aval de um só clube.

Durante a temporada regular, ao menos 12 das 30 franquias enviaram olheiros ao Brasil para avaliar atletas.

Outros dois brasileiros estão no radar: o ala-pivô Lucas Dias, do Paulistano, e o pivô Adriano Big, do Minas Tênis. Nascidos em 1995, eles participam automaticamente do processo de recrutamento.

Tanto Georginho como Mogi seriam alvos de equipes posicionadas na segunda rodada do "draft", mas o processo é fluido. Os times podem fazer trocas até mesmo após a seleção de um jogador.

Os pivôs Nenê e Lucas Bebê, o ala-armador Leandrinho e o armador Raulzinho subiram ao palco da cerimônia anunciados por um time, para, depois, ouvirem que haviam sido negociados.

Nenhum deles, porém, saiu do ginásio reclamando de ter usado o boné do time errado na foto oficial.

DETALHES

Por um ou outro detalhe, os candidatos brasileiros poderiam nem mesmo ter praticado basquete.

O ala Mogi (assim apelidado em referência a sua cidade natal, Mogi Guaçu) começou a jogar relativamente tarde: aos 16 anos. Não é que antes tivesse jogado em parques ou praças. Ele realmente pegou uma bola de basquete pela primeira vez em 2012, em um projeto social.

Dois anos depois, aproveitando-se de capacidade atlética fora do comum, já fazia parte da seleção sub-17. Projetado pela base do Palmeiras, saiu para o Paulistano.

Nesta mesma seleção estava Georginho. Em cinco jogos pela Copa América, em Colorado Springs (EUA), por coincidência, fizeram o mesmo número de pontos: 67.

O ala-armador nascido em Diadema, porém, começou mais cedo. Aos 12 anos, liderou o Associação Clube, de São Bernardo, ao título paulista da categoria mini.

O curioso é que, no que dependesse de seus pais, talvez pudesse parar em outro tipo de quadra: ambos jogaram vôlei profissionalmente.

Quando decidiram iniciar o filho no esporte, porém, calhou que não havia aulas da modalidade. Acabou inscrito na escolinha de basquete.

Em 2013, chegou ao Pinheiros, onde foi treinado por três anos. Na transição para o adulto, porém, só foi encontrar espaço no Paulistano.

Nesta temporada, ambos foram peças efetivas no NBB pela primeira vez em suas carreiras. Georginho assumiu a posição de armador titular e deslanchou.

Terminou o ano com médias de 10,8 pontos, 4,1 assistências e 4,2 rebotes. Foi eleito nesta terça-feira (20), inclusive, o jogador que mais evoluiu na liga nacional.

Com 1,95 m de altura e envergadura de 2,13 m, chamou a atenção inicialmente devido aos atributos físicos.

Os números agora dão sustância ao que antes se enxergava apenas como potencial. Reforçando: como jogador de basquete. Azar do vôlei.

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