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Brasil sofre 'pane' e perde para a Eslovênia

Da Redação ·
 O Brasil de Alex emplacou uma reação feroz, mas não foi o bastante para vencer a partida
fonte: Reuters
O Brasil de Alex emplacou uma reação feroz, mas não foi o bastante para vencer a partida

O golpe no segundo quarto foi daqueles que mandam um time para o fundo do poço. Sem defesa e sem ataque, o Brasil viu a Eslovênia fazer 14 pontos seguidos e, apático, não esboçou resposta. Dali em diante, a seleção de Rubén Magnano juntou os cacos e se dedicou à missão de voltar à superfície. Era uma viagem longa. Nas costas de Marcelinho Machado e Tiago Splitter, o fantástico quarto período chegou a cortar a diferença para dois. Bateu na trave. De novo. Com a derrota por 80 a 77, escorreu pelos dedos a chance de terminar em segundo lugar no grupo B do Mundial.

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Agora resta à seleção vencer a Croácia na quinta-feira, às 15h30m, para tentar a terceira colocação da chave. Se perder, avança em quarto para as oitavas de final e pode enfrentar a Argentina logo na estreia do mata-mata.

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Marcelinho foi o cestinha do time de branco, com 20 pontos, boa parte deles na reação do último período - ele acertou quatro bolas de três. Splitter veio em seguida com 19 pontos e quatro rebotes. Anderson Varejão jogou pela primeira vez no Mundial e, em vez dos prometidos 15 minutos, atuou por 23. Ainda sem ritmo, anotou quatro pontos e quatro rebotes.

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Pelo lado esloveno, o nome do jogo foi o armador Lakovic, que ditou a cadência o tempo todo e terminou com 20 pontos. O pivô Primoz Brezec brilhou no início e anotou 16. Bostjan Nachbar cresceu no decorrer da partida e registrou 15, além de quatro rebotes.

O Brasil vinha de uma atuação espetacular contra os Estados Unidos, quando perdeu por apenas dois pontos, mas levou um choque de realidade no primeiro tempo nesta quarta-feira. Mal na defesa e no ataque, foi para o intervalo perdendo por 14 e precisou suar muito a camisa para equilibrar as ações na segunda metade. Não deu.

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O gigante Brezec apontou o caminho e seus companheiros seguiram. Os oito primeiros pontos da Eslovênia, marcados pelo pivô, foram embaixo da cesta. O garrafão brasileiro não conseguiu se fechar como habitualmente vinha fazendo. Os homens altos da equipe adversária e até o armador Dragic não precisaram forçar arremessos. Os pontos se concentravam ali, pertinho do local guardado por Splitter e Marquinhos. Ainda assim, o Brasil conseguia equilibrar as ações e tinha em Leandrinho e Tiago suas principais opções ofensivas.

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A 2m55s do fim do primeiro quarto, Rubén Magnano deu um descanso ao pivô e chamou Anderson Varejão para fazer sua estreia no campeonato. Não adiantou muito. Ele também não conseguiu conter o ímpeto dos rivais, que viraram o primeiro quarto vencendo por 20 a 18.

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O Brasil piscou e, quando viu, a Eslovênia já emplacado 14 a 0 para abrir o segundo período. Sem ritmo, Anderson cometeuduas faltas seguidas e esbravejou com o juiz. A porta do garrafão do time europeu estava fechada para ele. Atenção especial foi dedicada a Leandrinho. Sempre que ele recebia a bola, encontrava três marcadores à frente. Sem encontrar espaços, restava a linha de três. Por lá também não havia muita facilidade, e os cinco tiros do primeiro tempo saíram fora do alvo. A marcação brasileira não funcionava, e no ataque só Splitter pontuava, com 14.

Nos rebotes, um abismo: Eslovênia 17 a 9. Foi assim, com defesa sólida e ataque veloz, que a equipe europeia abriu a confortável vantagem de 14 pontos na saída para o intervalo: 44 a 30.

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Em menos de dois minutos o que era tranquilidade para os eslovenos começou a virar preocupação. O Brasil voltou com uma defesa mais agressiva, preciso nos chutes longos e atento nas antecipações. Os 17 pontos viraram nove, e o técnico Mehmed Becirovic pediu tempo para tentar frear a reação. Na volta, seus comandados voltaram a imprimir um ritmo forte. Foi o momento em que Alex chamou a responsabilidade e resolveu passar pelos grandalhões na marra, cortando de novo para oito. A esperança durou pouco. A seleção se empenhava, Magnano fazia rotações, Anderson brigava como se não tivesse dores no tornozelo e o protegia quando era necessário. Mas o outro lado não esmorecia. Na virada para os últimos dez minutos, a diferença era ainda maior: 67 a 51.

Se estava difícil chegar perto da cesta, Marcelinho resolveu apostar em sua especialidade quando a diferença subia para 17. Com arremessos longos, reacendeu a esperança do time que, a essa altura, tinha Nezinho na armação. A Eslovênia começava a errar, o Brasil a se aproximar (70 a 61) e Marcelinho a incomodar (70 a 66).

Se estava difícil se aproximar da cesta, Marcelinho resolveu apostar em sua especialidade quando a diferença subia para 17. Com arremessos longos, reacendeu a esperança do time que, a àquela altura, tinha Nezinho na armação. A Eslovênia começava a errar, o Brasil a se aproximar (70 a 61) e Marcelinho a incomodar (70 a 66). Agora era a equipe de branco quem dava as cartas. Fez 17 a 3 (70 a 68) no período e seguiu acreditando. A diferença chegou a cair para apenas dois pontos, mas não foi o bastante. Duas bolas de três de Lakovic fizeram a Eslovênia respirar. Logo em seguida, o Brasil desperdiçou dois ataques seguidos, um lance livre e deixou escapar o seu terceiro triunfo no Mundial. Pagou caro pela pane antes do invervalo.