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Sul-americanos discutem usar calendário europeu, mas rejeição é grande

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RODRIGO MATTOS

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - No grupo de estudo da Libertadores, em Assunção, clubes discutiram uma proposta para mudar o calendário das competições sul-americanas e adapta-lo à Europa. Mas a maioria dos times se manifestou de forma contrária à ideia. Ainda assim, houve algum apoio.

A ideia foi levantada pelo presidente do River Plate, Rodholfo D'Onofrio, que defendeu que a Libertadores e o calendário sul-americano seguissem o que ocorre na Europa. Ou seja, as competições começariam e acabariam no meio do ano como os campeonatos nacionais no velho continente e a Liga dos Campeões.

"Temos que copiar o que fazem os clubes na Europa, aos poucos, com ajustes. A Liga dos Campeões é um grande sucesso. A Libertadores também tem um valor histórico", afirmou D'Onofrio, em entrevista à Conmebol. Ele, que hoje é um dos líderes do futebol argentino, defendeu adaptação da Libertadores e da Copa Sul-Americana.

Contou com o apoio do presidente do Santos, Modesto Roma Jr., e com clubes do Uruguai em sua posição. "Isso já era defendido pelo Romildo (presidente do Grêmio). Eu apoio", afirmou o santista, ressaltando que seria necessário bastante estudo.

Mas a CBF e outros dirigentes brasileiros se manifestaram de forma contrária a uma adaptação à Europa. "Nós temos férias, feriados religiosos com tradição forte no final do ano, seria necessária uma mudança muito grande no Brasil até de leis", afirmou Reinaldo Carneiro Bastos, representante do Brasil no Conselho da Conmebol e presidente da Federação Paulista de Futebol.

Grêmio, Botafogo e Atlético-PR, outros brasileiros na reunião, foram cautelosos e se manifestaram, em princípio, contra a adaptação à Europa. O vice-presidente do Palmeiras, Genaro Marino, disse que seria preciso ver como seria feito com as férias. "Temos férias de 30 dias para os jogadores neste período. É importante a abertura para discutir"

No entendimento desses clubes, deveria haver um estudo mais aprofundado para saber os impactos. Outros países como Equador e Paraguai também foram contra, assim como os chilenos, embora não estivessem presentes. Já houve uma adaptação à Europa no Chile, não deu certo, e os clubes voltaram atrás.

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