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Quarta menor sede da história, Cardiff aguarda 'tormenta' antes da decisão

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ALEX SABINO, ENVIADO ESPECIAL

CARDIFF, REINO UNIDO (FOLHAPRESS) - "É o silêncio que precede a tormenta", disse Huw Thomas para reportagem ao olhar para a St. Mary Street, no centro da Cardiff, ainda vazia.

O silêncio está presente nos dias que antecedem a final da Liga dos Campeões entre Real Madrid (ESP) e Juventus (ITA), neste sábado (3), no Principality Stadium, na capital galesa. Thomas é o líder do conselho municipal e responsável pelos preparativos.

"Será um enorme desafio para Cardiff", comenta.

Na versão moderna do torneio, iniciada em 1992, Cardiff é a segunda menor cidade a receber o jogo. Com seus 346 mil habitantes, ganha apenas de Gelsenkirchen (260 mil pessoas), na Alemanha, sede da final de 2004.

Desde o início da competição, antes conhecida como Copa da Europa, em 1956, Cardiff é maior apenas que Berna-1961 (131 mil habitantes) e Bari-1991 (326 mil).

A tormenta deve começar nesta sexta (2), quando a cidade será invadida por turistas e torcedores com ou sem ingressos. São esperadas 170 mil pessoas em Cardiff, que tem apenas 2.000 quartos de hotel —todos ocupados.

Os preços dispararam. Albergues cobravam 400 libras por noite (R$ 1.700). Hotéis de cidades próximas, como Swansea (a 55 km de Cardiff) também estão lotados.

O Principality Stadium tem capacidade para 66 mil pessoas. Cada clube recebeu 18 mil ingressos para vender aos seus torcedores. O restante foi negociado pela Uefa com o público "neutro" e distribuído a patrocinadores.

"Há hotéis que receberam reservas no final de junho do ano passado, quando foi feito o anúncio", diz Thomas.

O policiamento programado para o evento foi mantido mesmo após o atentado em Manchester, no último dia 22, que matou 22 pessoas. A avaliação é que o efetivo de dois mil policiais vigiando a região continua suficiente.

A final é uma oportunidade para a cidade se anunciar ao mercado global. A estimativa da Uefa é que o jogo seja transmitido ao vivo para mais de 200 países, com audiência de 350 milhões de pessoas.

Cardiff quer se vender como uma cidade de inovação, próspera para diferentes setores, especialmente o tecnológico. De acordo com o jornal "Financial Times", mais de 45% da população ativa da capital galesa possui diploma universitário.

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