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Indy 500 já contou pontos para a F-1 e dá pouco espaço a mulheres e negros

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Depois de ganhar notoriedade com a adesão de Fernando Alonso, as 500 Milhas de Indianápolis terão em sua 101ª edição, que acontece neste domingo (28), às 13h21 (de Brasília), uma das mais badaladas dos últimos tempos. Tradicional nos EUA, a corrida já valeu pontos para a F-1 e dá menos espaço para negros do que para mulheres, minorias absolutas nos 106 anos da corrida.

As 500 Milhas consistem em 200 voltas ao redor do Indianapolis Motor Speedway, tradicional circuito que recebe a prova desde sua primeira edição em 1911. Acontecem na véspera do Memorial Day, feriado comemorado pelos americanos na última segunda-feira de maio para homenagear quem morreu servindo o exército do país.

Entre 1950 e 1960, a corrida fez parte do calendário da F-1. Mas se engana quem pensa que os pilotos da mais popular categoria do automobilismo iam correr nos Estados Unidos.

Naquela década, para ser chancelada pela Federação Internacional de Automobilismo, uma corrida obrigatoriamente tinha de constar no calendário da F-1. Naqueles dez anos, a prova foi vencida exclusivamente por americanos: Johnnie Parsons, Lee Wallard, Troy Ruttman, Bill Vukovich, Bob Sweitkert, Pat Flaherty, Sam Hanks, Jimmy Brian, Rodger Ward e Jim Rathmann comemoraram triunfos no local.

Entre 2000 e 2007, o autódromo sofreu adaptações e recebeu corridas de F-1 no traçado misto. O brasileiro Rubens Barrichello venceu a prova em 2002. Mika Hakkinen, em 2001, Lewis Hamilton, em 2007, e Michael Schumacher, nos demais anos, foram os outros pilotos a triunfar no local.

Apesar dos anos de integração, as 500 Milhas têm muitas diferenças em relação à F-1. Quem acompanha a categoria com base na Europa certamente estranha o treino livre que acontece após o classificatório e o inusitado torneio de pit stops, dominado pela equipe de Helio Castroneves.

Entre os pilotos ativos, o brasileiro é o mais bem-sucedido em Indianápolis, com três vitórias. A.J. Foyt, Al Unser e Rick Mears, com quatro, são os recordistas.

Em comum com a F-1, as 500 Milhas trazem o pouco espaço dado a mulheres e negros no grid. A corrida é quase que exclusivamente composta por homens brancos. Neste ano, a piloto britânica Pippa Mann será a única exceção.

Evento mais tradicional da história do automobilismo americano, somente cinco mulheres nascidas nos Estados Unidos e dois pilotos afro-americanos já tiveram a oportunidade de alinhar no grid das 500 Milhas.

São faces da centenária história da corrida, que terá em Fernando Alonso mais um personagem a partir deste domingo.

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