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Baptista vive princípio de crise no Palmeiras, mas é blindado por diretoria

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DANILO LAVIERI

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Já há no Palmeiras uma corrente pela demissão do técnico Eduardo Baptista. Conselheiros de situação e de oposição se unem ao questionar a manutenção do treinador no cargo. Por enquanto, no entanto, não há a menor chance de uma troca no comando ser efetivada neste momento. É o que não cansa de repetir o presidente palmeirense, Maurício Galiotte. Tanto publicamente quanto nos bastidores, ele é questionado sobre o trabalho do técnico, mas repete que ele ficará até o fim do ano.

Na opinião do dirigente, o trabalho dele é satisfatório e precisa de tempo para ser desenvolvido com todas as qualidades. Embora tenha sido eliminado do Paulista, o time deixa o Estadual com uma das melhores campanhas (no acumulado de pontos) e é líder do seu grupo na Copa Libertadores.

Um tema central que passou a ser discutido é se Baptista terá habilidade para administrar a novela Miguel Borja. Contratado a peso de ouro, por quase R$ 35 milhões, o colombiano deixou o jogo do último sábado reclamando e até chutou um copo d’água. Ele foi substituído nos últimos cinco jogos.

A atitude não foi do agrado da comissão técnica e nem de parte de seus companheiros. Em entrevista, o técnico tentou minimizar o episódio e disse que o nervosismo pode ser interpretado como autocrítica.

Na torcida, também já há pressão pela saída do comandante. Os principais questionamentos são pelo fato de Eduardo não “saber pensar grande”. A demora para substituir atletas contra a Ponte Preta também geraram críticas e alguns xingamentos no Allianz Parque.

Quando era vice-presidente, Galiotte viu seu antecessor, Paulo Nobre, trocar constantemente o comando do time. Ricardo Gareca, Dorival Júnior, Oswaldo de Oliveira e Gilson Kleina foram demitidos. Apenas Cuca deixou o cargo por opção própria.

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