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Autuori critica Federação e diz que Paranaense está manchado

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - O técnico do Atlético-PR, Paulo Autuori, fez duras críticas nesta sexta-feira (7) à organização do Campeonato Paranaense. Em entrevista coletiva ao lado do zagueiro Paulo André, Autuori apontou os problemas do torneio, em discurso direcionado à FPF (Federação Paranaense de Futebol).

A edição 2017 do Paranaense tem sido marcada pelos embates de Atlético-PR e Coritiba com a Federação. Sem acertos referentes a direitos de televisão com a entidade, os dois clubes decidiram não negociar as transmissões de seus jogos na TV aberta. No clássico Atletiba que deveria acontecer em 19 de fevereiro, as duas equipes decidiram que iriam transmitir a partida em plataformas online; no entanto, a FPF barrou a ideia por questões burocráticas, e o jogo só pôde acontecer (com exibição em redes sociais) no dia 1 de março.

Outro caso emblemático da competição envolveu o atacante Getterson, do J. Malucelli. Por conta da escalação irregular do jogador, o clube perdeu 16 pontos na competição. A equipe recorreu, recuperou os pontos e se garantiu nas quartas de final. Na segunda fase, chegou a vencer o jogo de ida contra o Londrina fora de casa por 3 a 1, mas o STJD julgou procedente a denúncia referente a Getterson e tirou os pontos da agremiação, que acabou rebaixada. Assim, o Londrina terá que refazer seu jogo de ida nas quartas de final – desta vez, contra o Rio Branco.

Em meio a tudo isso, Autuori aproveitou e desabafou. Em discurso, criticou a Federação Paranaense, as federações estaduais e até mesmo a CBF.

"Quando se fala de CBF, entenda-se federações. É tudo a mesma coisa. É o segundo Paranaense que eu estou disputando; a cada ano piora. É assim que as coisas têm acontecido", disse Autuori.

"Eu lamento a desorganização em relação a uma situação que já se esperava, que poderia ter sido antecipada, e evitado ter de jogar esses jogos [das quartas de final] antes de uma definição clara. É uma questão de bom senso, coisa que falta a cada dia no futebol brasileiro", acrescentou.

O treinador rubro-negro foi além em sua crítica ao Campeonato Paranaense. Para o treinador, as polêmicas referentes à edição 2017 devem tirar o brilho do campeão, independente do clube.

"Qualquer profissional que conseguir ganhar esse titulo, ao invés de enriquecer seu currículo, acho que vai manchar. Pela vergonha, pelo que se está a passar. Nós, profissionais, ficamos sem saber o que fazer. Eles (dirigentes) pensam que futebol é juntar 11 jogadores e botar para jogar na hora que decidirem", afirmou o treinador.

"Às vezes, a gente para pra pensar e refletir: para que trabalhar com uma certa antecedência, criar um cenário? Nada disso. Para eles, ainda é fazer as equipes atuarem em termos de infraestrutura, sejam elas em termos organizacionais. Fazer uma competição é uma coisa muito fácil. Qualquer garoto que joga uma pelada de rua saberia fazer um regulamento de competição, pelo menos no meu tempo era assim. E eles se esmeram cada vez mais para criar problema", completou.

O Atlético-PR volta a entrar em campo no domingo (9) para enfrentar o Paraná Clube pelas quartas de final do Campeonato Paranaense. No jogo de ida, na Arena da Baixada, vitória por 1 a 0. O técnico atleticano, porém, não demonstra empolgação com a programação: "É toda uma confusão que acho que interessa a eles fazerem isso. Lamento. Vamos treinar hoje sem saber o que irá acontecer".

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