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Ex-presidente da CBDA está detido no mesmo presídio de Sérgio Cabral

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SÉRGIO RANGEL

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Comandante da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) por quase três décadas, Coaracy Nunes foi transferido nesta sexta-feira (7) para a Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecida como Bangu 8, na zona oeste do Rio.

Ele foi preso na quinta (6) com mais dois dirigentes dirigentes da entidade. Eles são acusados de desviar R$ 40 milhões.

A cadeia é a mesma que abriga Sérgio Cabral, ex-governador do Rio. O político do PMDB está preso lá desde novembro.

Além de Nunes, Ricardo Cabral (consultor do polo aquático) e Sergio Alvarenga (diretor financeiro) também foram levados para a mesma cadeia. Eles foram presos na quinta pela Polícia Federal.

O superintendente da CBDA, Ricardo de Moura, permanece foragido.

Na noite de quinta (6), eles dormiram na Cadeia Pública José Frederico Marques, porta de entrada no sistema penitenciário do Rio.

Nesta sexta (7), os três seguiram para Bangu 8, destinada a pessoas que possuem nível superior.

Em janeiro, Cabral reclamou à Justiça da falta de privacidade nas visitas que recebe de seus advogados na cadeia.

Segundo o ex-governador, o único modo de comunicação possível entre ele e os advogados na penitenciária é o interfone de baias, "sendo que, em inúmeras visitas, apenas um, de quatro, tem funcionado". Outra reclamação de Cabral era com relação a área de visitas. De acordo com o político, as barreiras físicas do local impedem o manuseio em conjunto de documentos.

Os dirigentes da CBDA foram presos suspeitos de desviarem recursos públicos captados por meio de convênios e leis de fomento ao esporte.

O trabalho é fruto de parceria entre a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, com a participação da Controladoria-Geral da União. A investigação teve iniciou após denúncias de atletas, ex-atletas e empresários.

Segundo a polícia, as fraudes teriam acontecido em compras de passagens aéreas e equipamentos de natação e no pagamento de hospedagem e premiações.

Os dirigentes da confederação utilizariam empresas de fachada pertencentes a amigos seus para desviar parte do dinheiro pago em contratos.

Em setembro, o Ministério Público Federal em São Paulo desencadeou uma operação, chamada Águas Claras, na qual pediu afastamento de toda a cúpula da CBDA devido a supostas fraudes em licitações e malversação de dinheiro público.

Posteriormente, a liminar que tirou os cartolas da entidade foi derrubada.

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