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Marcações em gramados ajudam nos treinos do Atlético-MG

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VICTOR MARTINS

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - Desde o primeiro dia da pré-temporada os campos da Cidade do Galo não são mais os mesmos. A qualidade do gramado continua impecável, mas os dois campos usados pelo time profissional estão diferentes na aparência. Muitas linhas extras chamam a atenção num primeiro momento, já que os gramados receberam marcações extras, a pedido do técnico Roger Machado.

Em entrevista exclusiva ao UOL Esporte, o treinador do Atlético explicou o motivo de pedir tantas linhas extras no gramado, que ainda recebem marcações com fitas, nos diversos trabalhos técnico e táticos realizados na Cidade do Galo.

"Essas linhas são para facilitar a marcação quando faço pequenos jogos, pois já tenho as dimensões e preciso puxar apenas uma ou outra fita no campo para completar o tamanho que eu quero. Depois do campo pequeno eu gosto de transportar para o campo maior, as medidas já me dão a noção do tamanho e do número dos jogadores que tenho e do campo que vou usar."

Os treinos comandados por Roger Machado e sua comissão técnica são definidos com pelo menos uma semana de antecedência. O que o time vai treinar e como vai ser. Tudo debatido na sala do treinador e levado para uma espécie da prancheta. Com o hábito de chegar à Cidade do Galo bem mais cedo do que o horário marcado para os atletas, é o próprio Roger que se encarrega de ir ao gramado para preparar o treino, colocando as faixas, por exemplo.

Quantas vezes o torcedor não ouviu um jogador ou um treinador culpar o resultado ruim pela falta de compactação do time? Algumas das linhas extras no campo da Cidade do Galo são para ajudar no trabalho de compactação do time. Ter uma equipe com jogadores atuando bem próximos, facilita para defender e também para atacar.

"As linhas transversais nos dão três terços do campo, divide o gramado em três. E cada bloco de divisão tem 30 metros. Isso para que os jogadores, no momento que eu abra o campo, com um coletivo no campo maior, tenham a noção de estar compactados dentro desses 30 metros. Não demos estar mais largos do que isso, mais comprido do que isso. Se eu estou defendendo dentro do meu campo, tenho de estar em dois seguimentos. Se estou no ataque, no último terço, tenho de estar muito próximo também, para que a gente ande num bloco só, para que tenha uma compactação boa", explicou Roger Machado.

"As linhas em direção às balizas, a continuação da área, me dão uma referência do centro do campo. Para que a gente tenha também a compactação lateral, para ser compactos no sentido do gol e também na lateralidade. Além do mais, que me dá uma referência na hora de marcar os jogadores de frente, onde é preciso estar na hora de fazer a abordagem", completou o treinador atleticano.

'AUTOMATIZAÇÃO'

Pouco mais de um mês, é o tempo que Roger Machado tem na Cidade do Galo. Embora seja possível ver o time já com muita diferença em relação ao segundo semestre do ano passado, o Atlético ainda está longe de chegar no nível que o treinador deseja. Isso só vai acontecer quando a equipe ter uma "automatização", ou seja, saber perfeitamente o que fazer em cada situação do jogo.

Algo que é preciso tempo para ser totalmente aperfeiçoado. Com a ajuda das marcações extras usadas nos treinos, Roger Machado acredita que os jogadores pegam com mais facilidades as orientações, para que tudo seja colocado em prática nas partidas.

"Claro que no dia do jogo não tem essa marcação, mas como a gente exercita diariamente no nosso campo marcado, ele vai estar lá, de forma inconsciente. Os jogadores vão perceber e vão entender onde as marcações estariam e onde precisam se posicionar."

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