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Souza marca e Madureira vence Botafogo no Estadual do Rio

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BRUNO BRAZ

RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Definitivamente, Souza "Caveirão" é um dos grandes carrascos recentes do Botafogo. Protagonista da polêmica histórica do "chororô", quando ainda era jogador do Flamengo, o experiente atacante entrou no segundo tempo e fez um gol, deu assistência para outro e foi o grande nome na vitória do Madureira por 2 a 0 sobre o Botafogo, nesta quarta-feira (25), em Moça Bonita (RJ), na estreia das equipes no Estadual do Rio.

Souza ficou um longo período afastado por conta de uma grave lesão no joelho direito. No total, ele esteve afastado dos gramados por mais de um ano.

O atacante já vinha tendo seu nome pedido pela torcida do Madureira desde o primeiro tempo. Quando ele entrou, os torcedores cantaram: "Ô, o Caveirão voltou!".

A provocação do "chororô" teve início após a final do Estadual de 2008, vencida pelo Flamengo, quando jogadores e comissão técnica do Botafogo reclamaram de erros de arbitragem e até choraram. No jogo seguinte do rubro-negro, contra o Cienciano-PER, pela Libertadores, Souza marcou um gol e, na comemoração, fez o gesto provocativo aos alvinegros.

Em 2011, atuando pelo Bahia, deixou sua marca contra o Botafogo e repetiu o gesto, para ira dos botafoguenses.

Nesta quarta-feira (25), no entanto, preferiu comemorar de forma mais discreta.

Embora tenha jogado somente o segundo tempo, Souza foi o melhor em campo. O atacante usou sua vasta experiência para incomodar a zaga alvinegra. Em seu gol, demonstrou o velho oportunismo. No tento de Geovane Maranhão, deu uma excelente assistência, mostrando que ainda tem lenha para queimar.

O Botafogo foi melhor no primeiro tempo e perdeu muitas oportunidades. O Madureira apostou nos contra-ataques e também teve chances. Na etapa final, o alvinegro diminuiu o ritmo e o Madureira começou a gostar do jogo. A entrada de Souza acabou sendo fundamental para a vitória dos mandantes.

Demonstrando que continua em boa fase, o volante Airton proporcionou o lance de maior categoria da partida ao dar dois chapéus em sequência ainda no primeiro tempo antes de sofrer a falta.

Por conta do forte calor, a arbitragem realizou uma parada técnica aos 20 minutos de cada tempo para que os jogadores pudessem se refrescar.

O Botafogo não pôde contar com o meia Camilo, que está servindo a seleção brasileira, e o zagueiro Joel Carli, ainda se recuperando de dores na panturrilha esquerda. Os atacantes Joel e Guilherme, que recentemente foram contratados, ainda não foram regularizados.

MADUREIRA

Rafael Santos, Ruan, Diego Guerra, Jorge Fellipe e Wellington Saci; William, Leandro Carvalho, Luciano Naninho e Bruno (Souza); Júlio César e Douglas Lima (Geovane Maranhão)

T.: PC Gusmão

BOTAFOGO

Gatito Fernández, Jonas, Renan Fonseca, Emerson Silva e Victor Luís; Airton (Sassá), Bruno Silva, Rodrigo Lindoso (Leandrinho) e Montilo; Pimpão (Vinícius Tanque) e Roger

T.: Jair Ventura

Estádio: Moça Bonita, no Rio Árbitro: Luis Antônio Silva dos Santos

Cartões amarelos: Ruan (M); Rodrigo Pimpão, Jonas (B)

Renda/Público: R$ 40.940,00 / 2.190 presentes / 1.690 pagantes

Gols: Souza (M), aos 24 min do 2º tempo; Geovane Maranhão (M), aos 33 min do 2º tempo

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