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Galiotte melhora relação com Crefisa e se aproxima de Mustafá

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DANILO LAVIERI E JOSÉ EDGAR DE MATOS

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Maurício Galiotte e Paulo Nobre já não sentam do mesmo lado da mesa. Embora o novo presidente tenha tido toda a sua candidatura apoiada pelo antigo, a relação ruiu pouco mais de 30 dias após a posse. Neste período, inclusive, o atual mandatário promoveu diversas mudanças em diferentes setores do clube.

Por enquanto, Galiotte ainda trabalha com alguns diretores da era Nobre, mas uma mudança nas diretorias ainda é aguardada, especialmente após a eleição de novos conselheiros, em fevereiro.

Galiotte ainda melhorou a relação com a Crefisa, permitindo que Leila Pereira fosse candidata ao Conselho Deliberativo do Palmeiras. A dona da patrocinadora não teria tempo suficiente de clube para ocupar tal cargo, mas, com o aval de Mustafá Contursi, executou uma manobra que a fizesse elegível. Tal manobra está sob investigação. Nobre era radicalmente contra a medida, que, em tese, violaria o estatuto, mas acabou como voto vencido. Maurício, por sua vez, perde o apoio de Nobre, mas mantém feliz a patrocinadora que injeta quase R$ 80 milhões por ano e segue com apoio político de Mustafá, padrinho político de Leila.

Mancha Verde

A nova política dos ingressos ajuda torcedores que acompanham o time mais de perto, especialmente os organizados, grupos que eram banidos da agenda de Paulo Nobre. O rompimento foi estabelecido após um incidente de agressão por parte de membros de torcida organizada contra jogadores. Os torcedores ainda depredaram um aeroporto. O atual presidente, no entanto, afirma que não dará ajuda financeira, não reservará os ingressos e não patrocinará a viagem do grupo.

Os jogadores também estão livres para manterem relacionamento com os organizados. Anteriormente, havia uma recomendação para que tal vínculo fosse cortado.

Reabre venda de ingresso de visitante em São Paulo

Os palmeirenses que quiserem assistir ao jogo do seu time fora do Allianz Parque poderão voltar a comprar ingressos na bilheteria do seu estádio. A medida havia sido abolida por Paulo Nobre e, como mostrou a Folha de S. Paulo, voltará a ser regra com Maurício sempre que o time adversário disponibilizar a carga de ingressos. A mudança favorece torcedores que acompanham o time mais Médicos

Assim que assumiu, Maurício Galiotte optou por desmontar todo o departamento médico do Palmeiras. Otávio Vilhena, Rubens Sampaio (foto) e Vinicius Martins foram demitidos. Os três foram médicos do clube por mais de 15 anos. O setor médico sempre foi um dos alvos de reclamação de Mustafá Contursi, ex-presidente e um dos cardeais da política alviverde. Por enquanto, o ex-fisiologista Gustavo Maglioca é o único do setor.

Fisioterapia

Outro setor que sofreu reformulação foi o de fisioterapia. José Rosan e José Eduardo Giosa de Arruda foram demitidos dias depois da mudança da presidência. O primeiro deles trabalhou no clube por 25 anos, era considerado referência na área e estava próximo de sua aposentadoria. Por isso, a mudança causou certo choque nos funcionários palmeirenses.

Mudanças no futebol

A era Galiotte já começou com Eduardo Baptista como novo técnico. Ele teve o hábito de abrir mais os trabalhos para a imprensa do que era com Cuca. Além disso, Alexandre Mattos tem um pouco mais de liberdade na hora de negociar. Com Nobre, era o próprio Galiotte que funcionava como o vice mais próximo do futebol. Na atual diretoria, ainda não há um substituto.

Homens de confiança de Nobre

Uma mudança importante no campo político também foi promovida por Galiotte. Ele não renovou o vínculo com a agência que coordenava o departamento de comunicação. Paulo Nobre tinha o proprietário desta empresa como seu homem de confiança, que o acompanhava nas reuniões e em eventos importantes.

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