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Sem moral com a torcida, Wesley segue em alta com Ceni e diretores

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SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Não é segredo para ninguém que a torcida do São Paulo elegeu Michel Bastos, Carlinhos e Wesley como símbolos do fracasso da equipe em 2016. Porém, enquanto o meia e o lateral-esquerdo ficaram fora dos planos de Rogério Ceni, o volante viajou com o elenco para os Estados Unidos cheio de moral na bagagem.

Alguns motivos fizeram o volante ganhar o respeito do treinador e da diretoria. Quando o CT da Barra Funda foi invadido por integrantes das organizadas, no dia 27 de agosto de 2016, o trio foi alvo de agressão.

Não demorou e Michel Bastos pediu para não ser mais relacionado para as partidas, Carlinhos perdeu ainda mais rendimento e não conseguiu aproveitar as poucas chances que teve.

Já Wesley não se abalou, pelo contrário. Motivado, o volante disputou 11 partidas depois da invasão e até marcou um gol, na vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro.

O meio-campista só não disputou mais partidas porque sofreu uma lesão uma lesão no ligamento colateral do joelho direito, após dividida com o zagueiro Douglas durante um treino.

Aliás, também por conta da lesão, nem se cogitou utilizá-lo como moeda de troca no fim da última temporada, pois a prioridade era recuperá-lo. O jogador mostrou disposição para ser liberado o mais rápido possível.

Durante esse período depois da invasão, Wesley adotou o silêncio com a imprensa, para evitar polêmicas. Tal postura foi elogiada pela diretoria.

Dentro de campo, Wesley também ganha pontos com Rogério Ceni por ser visto como um jogador polivalente. Além de atuar como volante, ele pode ser utilizado como lateral ou mais avançado no meio de campo.

No elenco, o jogador também é um dos mais benquistos pelos colegas. Wesley está quase sempre no centro das brincadeiras entre os jogadores.

Por tudo isso, não é de se estranhar que, caso não pinte uma proposta tentadora, ele permaneça no São Paulo. Aos 29 anos, o volante tem vínculo com o Tricolor até 31 de dezembro de 2018.