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Chefe interino da CBF diz que vitória de suíço é "festejada pelo Brasil"

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SÉRGIO RANGEL, ENVIADO ESPECIAL
ZURIQUE, SUÍÇA (FOLHAPRESS) - O presidente interino da CBF, Antonio Carlos Nunes, 77, quebrou o silêncio nesta sexta (26) após a vitória do suíço Gianni Infantino.
Coronel Nunes, como gosta de ser chamado, disse que votou no secretário-geral da Uefa e acredita que a Fifa está em boas mãos.
"Foi uma vitória esperada e festejada pelo Brasil e pelos demais países da Conmebol [Confederação Sul-Americana de Futebol]", disse o dirigente à Folha de S.Paulo, pouco depois de deixar o centro de convenções em Zurique.
"Desde que o Infantino esteve em Assunção para a reunião do Comitê Executivo da Conmebol no início do ano formamos um convicção no grupo de apoiá-lo, especialmente pelo conhecimento demonstrado sobre as virtudes e os problemas do futebol do nosso continente", acrescentou o dirigente, que é oficial reformado da PM do Pará.
Durante toda a semana, coronel Nunes fez suspense sobre o seu voto. Ele não deu entrevista e evitava os jornalistas.
Os países da América do Sul ameaçavam votar no xeque Salman abi al-Khalifa, do Bahrein, que cresceu na reta final.
O dirigente disse que votou no suíço nos dois turnos. Na segunda rodada, diante da votação apertada, o suíço foi encontrar o brasileiro e pediu novamente o apoio dele.
Ele vencera a primeira fase por apenas três votos (88 a 85) de vantagem para o xeque Salman abi al-Khalifa, do Bharein.
"Desejamos sorte para ele a partir de agora", afirmou coronel Nunes. Ao lado de Fernando Sarney, integrante do Comitê Executivo da Fifa, ele deixou às pressas o centro de convenções para embarcar num avião com destino ao Brasil.