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Não tem como impedir chegada de vírus ao país na Rio-16, diz ministro

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FLÁVIA FOREQUE
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Edinho Silva (Comunicação Social) afirmou nesta quarta-feira (24) que o governo brasileiro vai garantir todas as "condições favoráveis" para que o turista, em visita ao país para acompanhar os Jogos Olímpicos, tenha um risco de contaminação "muito baixo" pelo mosquito Aedes aegypti, transmissor do zika e de doenças como dengue e chikungunya.
Ele ponderou, entretanto, que não é possível evitar que novos vírus e doenças cheguem ao país diante do grande fluxo de visitantes -a suspeita é que o zika tenha chegado ao Brasil com turistas da Copa do Mundo, em 2014.
"Durante a Copa do Mundo o governo federal tomou todos os cuidados necessários, mobilizou toda a estrutura de vigilância sanitária do país. Agora, é impossível garantir que nenhum vírus, nenhuma doença vá chegar ao país. Por isso que o importante é ter uma estrutura de saúde pública que funcione", afirmou ele, em entrevista ao programa de rádio "Bom dia, ministro", da EBC (Empresa Brasil de Comunicação).
"O importante é o país estar estruturado para que isso efetivamente não se torne uma epidemia", completou. Ele argumentou que o governo reagiu rapidamente ao aumento de casos de zika e microcefalia no país e afirmou que esta passou a ser a principal prioridade da presidente Dilma Rousseff.
Edinho Silva destacou ainda que a cidade do Rio de Janeiro, sede dos Jogos, tem uma "mobilização especial" do poder público, não só por abrigar a competição, mas também por ser uma das principais cidades do país.
O ministro se mostrou otimista diante da proximidade da Olimpíada e disse que ainda nesta semana terá encontro com correspondentes estrangeiros para detalhar as medidas adotadas pelo país no combate ao mosquito. "Não tenho nenhuma dúvida de que teremos Jogos Olímpicos marcantes na história brasileira e na história da Olimpíada, como tivemos na Copa do Mundo."
DÉCADA DE 80
Durante a entrevista, ele reconheceu, entretanto, que a presença do vetor "é uma realidade no Brasil desde a década de 80". "Por isso nossa guerra é contra o Aedes aegypti", emendou. O ministro cobrou participação da população nas ações adotadas para eliminação de criadouros nos municípios.
"Se a população não entender a gravidade do momento e se não se mobilizar diante dessa gravidade, é muito difícil o governo, o Estado brasileiro, estarmos todos os dias dentro de todas as residências vistoriando se há ou não criadouro."