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Titular em 2015, Gabriel Jesus perde espaço no time

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DIEGO SALGADO E MARCELLO DE VICO
SÃO PAULO E SANTOS, SP (UOL/FOLHAPRESS) - Principal promessa do Palmeiras nos últimos tempos, Gabriel Jesus foi titular absoluto do time de Marcelo Oliveira em 2015. O mesmo não acontece na nova temporada. Eleito jogador revelação do último Brasileiro, o agora camisa 12 alviverde não está com a mesma moral com o técnico. Dos seis jogos no ano, foi titular só nos três primeiros, e foi substituído em todos.
No jogo de estreia de 2016, na vitória de 2 a 0 sobre o Botafogo-SP, Gabriel Jesus jogou 75 minutos. Depois disso, seu tempo de participação nas partidas só diminuiu: 66 minutos no empate com o São Bento, no Pacaembu, e 58 minutos no 0 a 0 diante do Oeste, fora de casa. Nos três jogos deu lugar ao recém-contratado Erik.
Já na derrota de 2 a 1 para o Linense, no Allianz Parque, Gabriel Jesus sequer foi aproveitado e terminou a partida no banco de reservas. No jogo seguinte, no empate de 2 a 2 com o River Plate (URU), pela Libertadores, voltou a ser aproveitado. Mas durante o jogo. Em substituição "invertida", foi a vez de ele entrar no lugar de Erik, no intervalo, e marcar o segundo gol.
Neste sábado, mais do mesmo. Gabriel Jesus entrou apenas no segundo tempo, na vaga de Matheus Sales. Atuou por 30 minutos. Após o apito final, o camisa 12 falou sobre a situação, mas garantiu não ficar incomodado com a opção do técnico Marcelo Oliveira.
"Não me incomoda. Vou continuar trabalhando para agarrar minha oportunidade", disse o atacante, que ainda não jogou uma partida completa em 2016.
Um dos fatores que podem explicar a perda de espaço de Gabriel Jesus no Palmeiras está no novo esquema de formação testado por Marcelo Oliveira. Enquanto em 2015 o 4-3-3 predominava, com Gabriel Jesus de um lado do ataque e Dudu do outro, na nova temporada o treinador vem usando o 4-3-2-1, como aconteceu neste sábado, diante do Santos.
No novo esquema, Alecsandro joga isolado. Atrás dele, Robinho e Dudu aparecem para fazer a criação, enquanto três volantes trabalham mais por trás. A nova tática agrada Marcelo Oliveira, que vê a equipe evoluindo com o passar dos jogos, apesar da falta de resultados.
"Gostei. Acho que Robinho e Dudu ficam mais soltos. E, no outro sistema, não estávamos nem atacando e ainda dávamos muito espaço para nos atacarem. O espaço que tiveram no segundo tempo foram muito mais erros nossos, apesar da qualidade do adversário", analisou.
O Palmeiras volta a campo na próxima quinta-feira para encarar o XV de Piracicaba, fora de casa, às 21h30, pela sexta rodada do Campeonato Paulista.