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Fifa bane dirigente que avaliava países candidatos às Copas de 2018 e 2022

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O Comitê de Ética da Fifa anunciou nesta quinta-feira (14) o banimento do chileno Harold Mayne-Nicholls, ex-presidente da federação chilena de futebol, de todas as atividades relacionadas ao futebol por um período de sete anos. O dirigente foi considerado culpado por infringir o artigo 20 do Código de Ética da Fifa, que proíbe oferecer ou aceitar presentes e outros benefícios.
O chileno, que liderou a equipe de avaliação dos países candidatos a sede das Copas de 2018 e 2022, foi punido por ter pedido a uma instituição ligada a um comitê de candidatura para hospedar e treinar seu filho, seu sobrinho e seu cunhado.
Segundo o jornal "The Guardian", o pedido foi feito a uma instituição que apoiou o Qatar na candidatura ao Mundial de 2022.
"Além de esses pedidos serem de natureza privada, eles ainda foram feitos alguns dias depois de uma visita do comitê de candidatura no período em que Mayne-Nicholls era o chefe da equipe de avaliação dos países candidatos e antes da efetiva escolha das sedes das Copas de 2018 [Rússia] e 2022 [Qatar]", afirma o Comitê de Ética em comunicado.
O dirigente ainda pode contestar a decisão no Comitê de Apelação da Fifa.