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Justiça nega pedido de Muricy para penhora de premiação

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BRUNO THADEU E DANILO LAVIERI
SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A Justiça rejeitou o pedido do técnico Muricy Ramalho para a penhora da premiação que o Santos receberá referente à Copa do Brasil. O treinador move ação contra o time da Vila desde o começo do ano passado, alegando não ter recebido integralmente a rescisão de contrato. O valor da ação contra o Santos é de R$ 1,3 milhão.
O juiz Dario Gayoso Júnior informa que não é possível atender ao pedido da defesa de Muricy.
O magistrado destaca que há uma liminar que impede que valores de premiações do Santos sejam destinados a Muricy. O treinador havia solicitado o bloqueio da premiação do Santos no Paulista.
"Isto [pedido da defesa do treinador] implicaria, de forma obliqua, a desrespeitar aquela decisão liminar, pois o fundamento é o mesmo (penhora de dinheiro recebido de prêmio), de modo que deve prevalecer a mesma razão de direito".
Nesta segunda, Muricy disse ter sido enganado pela diretoria santista da época.
"Quando eu saí do Santos, quando me mandaram embora, o certo seria fazer a rescisão. Mas na época eu era muito amigo do Luis Alvaro e do Odilio (então presidente e vice). Eles me falaram: 'Não temos dinheiro para pagar à vista. Dá para fazer em algumas vezes?'. Não se parcela rescisão, mas eu aceitei porque acreditava. Mas depois eles pagaram cinco e não pagaram mais. Agora a Justiça que vai decidir", disse Muricy, nesta segunda-feira, em Itu.
O Santos disputa o título nesta quarta-feira contra o Palmeiras, no Allianz Parque. O campeão pode receber pouco mais de R$ 7 milhões (acumulado de premiações ao longo das fases). O vice pode ganhar em torno de R$ 5 milhões.
O treinador dirigiu a equipe santista por 25 meses entre 2011 a 2013. O Santos chegou a oferecer o CT Meninos da Vila como objeto de penhora no processo.
Os advogados de Muricy não ficaram satisfeitos com a penhora, pois sabem que a prática de indicar o centro de treinamento utilizado pela base santista é comum por parte do departamento jurídico do Santos em causas trabalhistas.
Segundo os advogados de Muricy, o Santos firmou um acordo de rescisão com o treinador em 2013, prevendo o pagamento de aproximadamente R$ 3 milhões de forma parcelada.
O clube, porém, não honrou o pagamento das últimas cinco parcelas, totalizando o valor de R$ 1,3 milhão.




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