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Corintiano e quase herói do título, Lucca vive 'sonho de criança'

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GUILHERME SETO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em uma das músicas mais conhecidas de seu repertório, Jorge Ben Jor pergunta a seu filho o que ele quer ser quando crescer. A resposta de Arthur Miró é a mesma de milhões de garotos brasileiros há décadas: "eu quero ser jogador de futebol."
O atacante Lucca tem vivido esse sonho de maneira ainda mais intensa. Aos 42 minutos do segundo tempo, ele marcou o gol que deu a vitória ao Corinthians por 2 a 1 sobre o Coritiba e deixou mais próximo o sexto campeonato brasileiro de sua equipe do coração.
Antes disso, ele marcou um gol na "decisão" contra o Atlético-MG na 33ª rodada e participou dos dois gols no clássico contra o Santos, quando fez sua estreia. Tudo isso em dois meses.
"Sempre gostei do Corinthians, não sei explicar o porquê. Tem até certa rivalidade em casa, meu irmão é são paulino, meu pai é santista...", diz à reportagem neste domingo (8), minutos antes da vitória do Atlético-MG com o Figueirense que adiou a possibilidade de título do Corinthians em pelo menos 11 dias.
E nem se quisesse Lucca conseguiria negar que sempre torceu pelo Corinthians. Em vídeo que popularizou nas redes sociais, ele aparece aos 17 anos sendo troçado por amigos de Palmas, em Tocantins, cidade na qual foi criado, por conta do rebaixamento de seu time em 2007. "Comemorando o rebaixamento do timeco na casa do Lucca", diz a legenda do vídeo, no qual seus amigos soltam fogos e dançam para gozá-lo.
Amigos tiram sarro de Lucca
O maranhense diz que era conhecido em seu círculo de amizades por ser corintiano, e por isso a algazarra na frente de sua casa no rebaixamento.
"Tive que levar na esportiva, não teve jeito."
Mas o mundo dá voltas, não, Lucca?
"Agora estou vivendo um sonho de criança. O gol, o título que talvez venha... É sensacional, indescritível", diz, com uma calma impressionante minutos antes do jogo que poderia transformar seu tento em gol do título.
O atacante parece mais jovem do que é. Aos 25 anos, ele já foi cobiçado por outros times grandes em janelas de transferência anteriores, mas rupturas dos ligamentos nos dois joelhos atrapalharam sua carreira.
"Fiquei com medo de não conseguir voltar a jogar no mesmo nível. Da primeira vez [2010], o baque foi maior. Da segunda [2012], eu estava mais experiente e lidei melhor com isso", lembra.
No sábado, Tite disse que seu filho Matheus foi quem insistiu na contratação -"o Lucca é bom, pai"- que só se concretizou momentos antes do encerramento das inscrições para o Brasileiro, em setembro.
"O Tite tem grande parcela de responsabilidade pelo que tem acontecido comigo. É um profissional indiscutível e uma pessoa incrível. Contra o Coritiba, eu estava muito nervoso, porque era como uma final, né? Muita ansiedade. Aí ele me tranquilizou, pediu mais profundidade e velocidade, e deu certo", descreve Lucca.
Seu contrato se encerra no final do Paulista, mas ele não acredita que já fez o suficiente para garantir a permanência no Corinthians.
"Tenho os pés no chão, humildade, e ainda tenho que provar que tenho condições de jogar em um time desse tamanho", afirma, convicto.
Por ora, então, Lucca terá que se contentar em ser um dos protagonistas da reta final do provável hexacampeonato brasileiro do time em que sempre sonhou em atuar. Uma baita reviravolta para quem em 2007 era chamado de "corintiano mais sofredor."

Colaborou CAMILA MATTOSO, de São Paulo




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