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Aidar diz que é preciso provar desvio de dinheiro e que abre sigilo bancário

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar disse que é preciso provar que ele desviou dinheiro do caixa do São Paulo.
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", o cartola, que renunciou ao cargo em 13 de outubro em meio a acusações de pagamento superfaturado por jogador da base e de recebimento de comissões em contratos assinados, Aidar disse que quer que o clube investigue as acusações e que seus sigilos bancário e telefônico estão à disposição.
O estopim para a saída de Aidar foi a gravação de um áudio, por parte de Ataíde Gil Guerreiro, vice de futebol demitido, em que o ex-presidente apareceria oferecendo o recebimento de comissão para Guerreiro.
"Até agora não ouvi essa gravação. Eu quis ajudar um amigo [Ataíde]. Eu sabia que não estava em uma situação [financeira] confortável. Eu ia ajudar do meu bolso, mas assumi uma história para não deixar o Ataíde constrangido, para não parecer doação. Inventei que vou arrumar alguém pra comprar, e receberia em forma de honorário. Falei que não precisava ser por meu escritório, mas por outra empresa que tenho, a Aidar Participações. Depois vim a saber que falei um nome de um jogador, e que ele nem estava mais na Portuguesa", disse Aidar.
O ex-presidente negou que sua namorada, Cinira Maturana, tenha recebido comissão em qualquer negociação do São Paulo. A Folha revelou que Ataíde acusava a empresa de Maturana de ter ganho R$ 6 milhões de comissão do contrato com o São Paulo com a Under Armour, para fornecimento de material esportivo.
Aidar também disse que o valor pago pelo clube pelo zagueiro de 19 anos Iago Maidana, de R$ 2 milhões, não foi absurdo, e que desconhecia que o Criciúma havia recebido apenas R$ 800 mil pela rescisão do acordo, dias antes de o São Paulo contratar o atleta de uma empresa.
"Quem me desapontou também foi o Osorio, que ficou um mês fazendo proselitismo que queria ir para uma seleção", disse Aidar. O técnico colombiano Juan Carlos Osorio deixou o cargo dias antes da renúncia para comandar a seleção do México.
Sobrou também para o auxiliar-técnico Milton Cruz, que, segundo Aidar, quando foi interino recebia ligações no banco de reservas do empresário Abilio Diniz, são-paulino fanático, com sugestões para substituir o time. Diniz foi um dos pivôs da queda de Aidar, ao sugerir a contratação de um CEO, Alexandre Bourgeouis, que acabou demitido ao entrar em conflito com a diretoria.
"Ele [Abilio] queria tomar conta da administração, das finanças, do futebol e eu defendi o Ataíde, para não deixar o Abílio tomar conta do futebol. Para não expor o Ataíde, botei a cara pelo meu amigo que me gravou."




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