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Kalil acha que não tem lei no futebol, diz secretário-geral da CBF

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CAMILA MATTOSO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O clima entre a Primeira Liga e a CBF está cada vez pior. Secretário-geral da confederação brasileira, Walter Feldman rebateu as últimas declarações de Alexandre Kalil, presidente da liga, e afirmou que a postura do dirigente cria dificuldades para a realização da competição.
A ida do atleticano à sede da entidade na última semana com dois familiares causou polêmica e críticas internas. Em entrevista à Folha, Kalil acusou a CBF de ser a responsável por vazar a informação com intenção de causar problemas no novo grupo, o que ele chamou de "jogo sujo".
Em contato com a reportagem, Feldman afirmou que o presidente da Primeira Liga foi ao Rio de Janeiro com ameaças e agressões.
"Fizemos uma longa reunião com o Kalil. Ele falou: ou eu saio daqui com a aprovação da CBF ou a gente vai fazer do mesmo jeito. A gente pediu para ele sentar e ouvir, conversar. Falamos a ele que tem regras e regulamentos a serem cumpridos, toda uma estrutura a ser respeitada. Ele se assustou e falou: 'não há leis no futebol, é só querer no futebol, damos um jeito. Não tem lei'. E começou a ficar agressivo", disse o secretário-geral.
"Recebemos um monte de agressões, ameaças, mas não falamos nada porque ele estava na casa do futebol. Essa postura dificulta muito. Ele podia sentar para resolver, mas ele é muito difícil. Nós deixamos quatro diretores nossos cuidando disso, para ajudar e encontrar o caminho. Pessoas com poder de decisão. Viemos para fazer dar certo. Ainda vamos tentar, mas a postura dificulta", afirmou.
O dirigente disse que a CBF não vazou a informação de que dois familiares de Kalil participaram da reunião no Rio de Janeiro.
"A CBF não fica vazando coisas. Ela só fala em entrevista, essa é a orientação que temos aqui dentro. Não falamos em off. Alguns dirigentes nos perguntaram quem veio aqui e a gente respondeu. Sem nenhum juízo de valor sobre isso. Apenas respondemos. Ficamos quietos até este momento, só recebendo agressões. Ele queria passar por cima das coisas, das leis e estruturas. Onde já se viu isso?", defendeu.
"O pessoal estranhou, sim [a presença de familiares de Kalil]. Mas a prática de desmoralizar não faz parte da CBF. Eu vejo isso de forma tranquila, estão se organizando", terminou.
Procurado, Kalil não atendeu às ligações da reportagem.

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