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Rio-2016 diz que cavalos que vieram de haras interditado não têm risco

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BRUNA FANTTI
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Os cavalos que vieram de haras interditados pelo Ministério da Agricultura e que estão competindo no evento-teste de hipismo da Rio-2016 não oferecem perigo de contaminar outros animais e o local da prova, afirma o coordenador de comunicação do comitê organizador, Mário Andrada.
Esses haras foram interditados porque receberam animais do Exército que estão com suspeito de mormo, doença equina transmitida por bactéria, contagiosa e incurável e que causa feridas no corpo dos animais.
Segundo Andrada, a organização do evento-teste sabia que dois cavalos da competição, do cavaleiro Marcelo Tosi, vieram de área interditada por suspeita de mormo. Ele frisou que os animais foram liberados pelo Ministério da Agricultura após seus exames apontarem negativo para a doença.
"Tenho certeza de que não há risco nenhum de contaminação. Não estamos sendo descuidados. Inclusive, um dos cavalos dessa área interdita está liderando a competição, ou seja, dificilmente estaria doente", afirmou à Folha.
O evento-teste começou nesta quinta-feira (6) e vai até domingo (9) e é disputado no mesmo local onde serão as provas desta modalidade nos Jogos Olímpicos de 2016.
O Ministério da Agricultura interdita propriedades que criam cavalos quando há suspeita de mormo. É também a pasta a responsável por liberar ou não o trânsito desses animais.
No mês passado, 584 cavalos do Exército foram isolados após dois animais da corporação manifestarem mormo. Sete desses cavalos isolados estiveram na propriedade de Tosi e de um outro cavaleiro da competição.
Os cavalos do governo com suspeita de mormo continuam proibidos de circular fora da propriedade militar onde estão até que os resultados de sangue, que estão sendo realizados na Alemanha, apontem ou não a contaminação pela bactéria.
Mas, os cavalos dos haras paulistas interditados foram liberados para a competição após a realização em laboratórios brasileiros, cuja qualidade não é aceita internacionalmente pela falta da respectiva norma ISO.
"O reconhecimento ou não [dos testes brasileiros] não significa nada, pois são cavalos brasileiros que estão no evento-teste, não internacionais. Nós estabelecemos o vazio sanitário em fevereiro, seguindo normas internacionais para a competição. A Federação Internacional Equestre acompanha as competições e diz estar tranquila", disse Andrada.
De acordo com o veterinário Werner Reikes, especialista em mormo, se um animal estiver contaminado, ele será capaz de passar a doença para o vazio sanitário pois o tempo de incubação da bactéria é de até seis meses.
"A transmissão ocorre por fluídos corporais, como saliva, fezes, sangue. Se o cavalo tomar água em um bebedouro comunitário, todos os outros cavalos vão contrair a bactéria. No ambiente a bactéria do mormo desaparece em sete dias, mas há outras 44 doenças, não letais, da mesma família do mormo, que ficam por anos no local contaminando os outros cavalos", afirmou Reikes.
O médico-veterinário e coordenador da secretaria de Defesa Agropecuária de São Paulo, Heinz Otto, responsável pela liberação, também reconhece que é possível a contaminação.
"Não tem como proibir um animal de participar do evento com suposições. É possível que ele manifeste a doença já que pode estar com a bactéria incubada. Pode passar para o vazio sanitário, sim. Mas, o aval foi baseado em exames atuais",defende.
Em caso positivo de mormo, o animal deverá ser sacrificado. Atualmente, além dos cavalos do Exército, 96 cavalos da Polícia Militar e outras 18 propriedades em São Paulo estão interditadas com suspeita da doença. O Ministério da Agricultura informou que há focos de mormo em quase todos os estados brasileiros, mas não discriminou os locais.

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