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Lapidado no Brasil, argentino é bronze e dá 1ª medalha ao país nos 100 m

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PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADO ESPECIAL
KAZAN, RÚSSIA (FOLHAPRESS) - Federico Gabrich, 25, tem uma relação íntima com o Brasil há sete anos, mas protagonizou um feito histórico para a Argentina no Mundial de Kazan, nesta quinta-feira (6).
O hermano conquistou a medalha de bronze nos 100 m livre, prova mais tradicional da natação, ao completar a distância em 48s12. É o primeiro pódio da história da Argentina em Campeonatos Mundiais em piscina longa (50 m), metragem que é a mesma da Olimpíada.
Grabich ficou atrás apenas do chinês Ning Zetao (47s84) -no primeiro ouro chinês na história da prova na competição- e do australiano Cameron McEvoy (47s95). O brasileiro Marcelo Chierighini terminou em quinto lugar (48s27).
O então bicampeão mundial da prova, o também australiano James Magnussen, não viajou a Kazan por causa de lesão.
A grande novidade do dia foi Grabich. Mas é difícil chamá-lo de azarão. O argentino já havia dado mostras de seu potencial no Pan de Toronto, no mês passado, quando triunfou com a marca de 48s11, uma das melhores do mundo até então.
"É um bom resultado, perto de minha melhor marca, apenas um centésimo de diferença. A prova foi um pouco dura. Passei muito forte e depois sofri um pouco no final, mas estou muito feliz. É meu primeiro pódio mundial", contou o sul-americano.
O Brasil tem um pedaço nessa preparação. Ele disputa frequentemente competições no país desde 2008, como os troféus José Finkel e Maria Lenk, sempre individualmente.
"Apenas uma vez nadei pelo Botafogo, mas só porque o revezamento estava precisando de um atleta e eu entrei", contou ele, que espera agora ter a chance de defender outro clube.
Grabich afirmou que "essa medalha vale muito para a Argentina". "Sigo feliz e desejo levantar a natação de meu país", comentou.
Os vizinhos chegaram a ter alguns bons atletas na década passada, casos de José Meolans e Virginia Bardach, que foi bronze olímpico nos 400 m medley em Atenas-2004. Nos últimos anos, porém, o investimento caiu e a evolução parou.
"A natação argentina está melhorando. Temos exemplos claros como Brasil, que está distante de nós em termos de estrutura, mas podemos nos aproximar. Nos países sul-americanos são apenas indivíduos, mas o Brasil tem um time, sem dúvida", afirmou.
Natural de Santa Fé, ele contou família, amigos e fãs de natação "já estavam em festa ontem [quarta-feira] por ter entrado na final". "Eu nem imagino hoje", brincou.
Agora, ele disse que pretende se dedicar aos Jogos Olímpicos do Rio, a menos de um ano de começarem. A proximidade com seu país natal o empolga.
"Será lindo ter o público. Os nadadores brasileiros vão sentir mais, mas para todos vai ser muito importante. Como vizinhos, nós nos sentiremos em casa", concluiu.

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