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Norte-americana vence evento-teste do triatlo olímpico para a Rio-2016

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - A norte-americana Gwen Jorgensen venceu o evento-teste do triatlo olímpico na manhã deste domingo (2) no Rio. Líder do circuito mundial, com 12 vitórias consecutivas, ela percorreu o circuito carioca em 1h56m46s.
Jorgensen contou que não se incomodou com a qualidade da água da praia de Copacabana. Ela disse que a água estava ótima. A surpresa foi a empolgação do público.
"É necessário para o atleta ter todo esse apoio das pessoas", disse Jorgensen, dona do maior recorde de vitórias do Campeonato Mundial de Triatlo. A americana também tem mais pódios no mundial do que qualquer outra competidora.
As britânicas Non Stanford e Vicky Holland ficaram, respectivamente, com o segundo e terceiro lugares na prova. As três primeiras da prova garantiram classificação para os Jogos Olímpicos do Rio.
A melhor brasileira foi Pamela Oliveira, em 15º lugar.
Outras cinco brasileiras participaram da disputa. Beatriz Neres, a segunda brasileira melhor colocada, chegou na 50ª posição e ficou satisfeita por ter competido em casa.
"A gente faz o circuito do mundial, então competimos no Japão, na China, na Austrália, e a gente escuta só inglês. Aqui a cada volta era uma emoção. Eu não sei de onde eu tirava forças", disse ela.
Durante a prova, os triatletas que completaram o percurso percorreram 1,5km de nado, 40km de ciclismo e 10km de corrida, o dobro da distância dos paratletas do sábado (1).
Eles tiveram alguns obstáculos inusitados para o triatlo: primeiro, a corrida pela areia até o mar – e não por uma plataforma fixa, como é praxe no esporte - , que diminui a velocidade de entrada e saída da água; segundo, a força das correntes marinhas de Copacabana - em 2012, em Londres, por exemplo, a disputa de triatlo ocorreu em um rio artificial de águas calmas; e, terceiro, as ladeiras no percurso de ciclismo - também ausentes nas últimas Olimpíadas, podem fazer as bicicletas chegarem a uma velocidade de 80km/h.
As Olimpíadas de 2016 vão ser a quinta da história em que vai haver triatlo. A primeira edição foi em 2000, em Sydney, na Austrália.
Mesmo sabendo do evento-teste das Olimpíadas, a executiva Risoletta Miranda saiu de casa, na Lagoa, rumo à Copacabana para o stand up paddle. Ela não imaginava que as estruturas montadas para o triatlo, de tão grandes, comprometeriam o exercício. Mas Miranda aceitou sem remorsos o sacrifício da atividade física, pois para ela testar as instalações do Rio 2016 são imprescindíveis.
"Testar é fundamental. Nós nunca fizemos uma Olimpíadas, e precisa fazer para saber fazer. E o melhor de tudo é que eventos como esse colocam a gente no clima. Acho que o espírito olímpico já me pegou", disse ela.
Para reforçar a segurança e a organização do tráfego, a guarda municipal, responsável pelo controle urbano e pelo trânsito, aumentou seu expediente para 600 agentes (eram 430 nas competições de paratriatlo). Equipes da tropa de choque da Polícia Militar, do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Grupo Especial de Praia (GEP) circulavam pela orla de Copacabana. Um helicóptero fazia o patrulhamento aéreo da competição.
O bloqueio urbano do dia anterior (1º) para o Circuito Mundial de Paratriatlo foi ainda reforçado neste domingo (2). A avenida Atlântica continuou interditada nos dois sentidos entre a Francisco Otaviano e a Figueiredo de Magalhães. As ruas Djalma Ulrich, Miguel Lemos, Gastão Bahiana, Persy Murray, Presidente Afonso Lopes, e a avenida Epitácio Pessoa, entre a Gastão Bahiana e a avenida Henrique Dortsworth, também tiveram o trânsito bloqueado. Nem os moradores puderam circular de carro nesse perímetro. Para melhorar a mobilidade do público até o evento, o MetrôRio começou a operar uma hora mais cedo, às 6h.
Quem não se animou com a festa foram os comerciantes próximos ao Forte de Copacabana. O evento-teste da Copa ocupou toda a areia em frente as instalações, e os banhistas preferiram ficar ao lado esquerdo da praia, no sentido Leme. Muitas das barracas foram deslocadas dos pontos tradicionais e realocadas, o que deixou os comerciantes mais próximos do que de costume.
"O fiscal vem aqui com uma ordem da prefeitura. Aí é aquela história, manda quem pode e obedece quem tem juízo", disse um comerciante que não quis se identificar.

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