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Dinheiro de venda de Souza é penhorado para pagar dívida

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A 11ª Vara Civil do Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta terça-feira (21) que o valor que o São Paulo receberá pela venda do volante Souza ao Fenerbahce, da Turquia, seja penhorado para o pagamento de uma dívida do clube paulista com a empresa Prazan Comercial Ltda.
A dívida atualmente é de R$ 1.195.870,15, e corresponde a comissão pela contratação do lateral Jorginho Paulista, em 2002. Na época, a comissão era de R$ 732 mil.
O valor que o São Paulo receberá pela venda negociação do volante Souza é de quase R$ 10 milhões. Cabe recurso à decisão.
Este é mais um capítulo de uma longa disputa entre São Paulo e a Prazan. O processo está na Justiça desde 2006. O São Paulo recorreu em todas as instâncias cabíveis, mas foi condenado a pagar o débito.
A dívida chegou a ser calculada em R$ 4.025.918,99, em agosto de 2011. Naquela ocasião, o clube pagou uma parte dela e tentou negociar o restante. Há uma multa de 10% a cada mês de atraso, além de juros e correção monetária.
Na última quarta-feira (15), a Justiça autorizou o bloqueio de R$ 1.924.230,52, valor que estava disponível na conta do São Paulo, para pagamento de outra parte dívida.
Há também uma ordem da Justiça para que os valores das negociações dos volantes Denilson e Paulo Miranda sejam depositados em juízo assim que entrarem no país. A soma do valor das vendas atinge R$ 19 milhões.
É a terceira vez que o São Paulo terá receitas penhoradas para pagar a empresa. Além do bloqueio da venda dos jogadores, a renda de São Paulo x Cruzeiro, pelas oitavas de final da Copa Libertadores, foi penhorada em maio.
No mês passado, a Justiça também determinou a penhora da venda de Rodrigo Caio, mas a venda para o Valencia não foi concretizada.
O São Paulo tem ainda outra dívida para administrar. Essa é mais recente e tem a ver com o empréstimo do meia Kaká pelo Orlando City, em 2014.
ENTENDA O CASO
O então presidente Paulo Amaral, que comandou o clube entre abril de 2000 a abril de 2002, foi responsável pela contratação de Jorginho Paulista.
Na época, a Prazan ajudou o São Paulo a contratar o jogador após acordo com a Udinese, da Itália, clube que tinha o vínculo com o atleta.
A comissão acertada entre as parte foi de R$ 732 mil, mas o São Paulo não pagou até o prazo em contrato, 5 de outubro de 2002.
Mas quem acabou herdando a contratação e a dívida foi a gestão de Marcelo Portugal Gouveia, presidente entre abril de 2002 e abril 2006.




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