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Bons resultados no ano impulsionam Brasil no atletismo

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MARCEL MERGUIZO E PAULO ROBERTO CONDE, ENVIADOS ESPECIAIS
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) - Nota zero em Londres. Nota zero em Moscou.
O atletismo brasileiro foi reprovado nas duas últimas grandes competições de que participou -Jogos Olímpicos-2012 e Mundial-2013, quando saiu sem medalhas.
Uma nova leva de bons resultados dá um sopro de esperança de mudanças já a partir do Pan de Toronto, cujas competições de campo e pista se iniciam nesta terça (21), na Universidade de York -já foram disputadas a maratona feminina e marcha atlética 20 km, de homens e mulheres.
A delegação brasileira chega menos amargurada com a falhas recentes graças a nomes novos, como Thiago Braz, e a outros que passam por redenção, como Fabiana Murer.
Parte do bom momento passa por Braz, 21. O saltador surgiu como promessa nos Jogos Olímpicos da Juventude de Cingapura, em 2010, quando foi prata. Em 2015, é uma realidade. No mês passado, bateu o recorde sul-americano de sua prova, com 5,92 m.
A marca lhe daria pódio nas últimas Olimpíadas. Braz vive na Itália e foi pivô de ruptura entre seu ex-técnico, Elson Miranda, e Vitaly Petrov, que no passado foi guru de Sergey Bubka e atuava como consultor do atletismo brasileiro.
Nesta terça, caberá a Petrov orientá-lo na final do salto com vara, a partir de 10h15 (de Brasília). É a primeira chance real de medalha do país em York.
Um pódio de Braz pode alavancar o desempenho nacional. Até porque há uma reputação a zelar: no Pan de Guadalajara, o Brasil obteve 23 medalhas e só ficou atrás de Cuba.
A boa notícia é que, pelos resultados já obtidos nesta temporada, o Brasil não será dependente de Braz.
Fabiana Murer tem a quarta melhor marca do mundo em 2015, e tem feito uma recuperação sólida desde que ficou fora da final olímpica em Londres. Na temporada passada, por exemplo, ela foi campeã da Liga de Diamante, principal circuito mundial de atletismo.
Nas provas de pista também houve evolução. Ana Cláudia Lemos e Rosângela Santos correram os melhores tempos de 100 m neste primeiro semestre, e quem se beneficiou foi o revezamento 4 x 100 m.
A equipe já obteve índice para os Jogos do Rio-2016.
"Todas estão bem. Vai ser uma prévia do Mundial. Canadá estará com equipe completa e foi quarto no Mundial de Revezamentos. Jamaica e EUA irão com a formação B. Mas queremos mostrar no Pan que vamos brigar por medalha no Mundial", disse Franciela Krasucki, do revezamento.
O revezamento 4 x 400 m masculino tem a sétima melhor marca do mundo no ano.
Outras boas apostas são os arremessadores de peso Darlan Romani e Geisa Arcanjo.
Melhor brasileira do atletismo em Londres-2012, Geisa projeta uma evolução no Pan já de olho no Mundial de Pequim, que ocorre em agosto.
"Quero arremessar bem acima de 18 m no Pan e ser, no mínimo, finalista no Mundial", afirmou Geisa. Para os Jogos de 2016, ela quer arremessar acima dos 19 m. "É muito bom o Pan ser perto do Mundial, pois dá para chegar com força aos dois eventos", concluiu.
As provas de atletismo terminam no domingo, com a marcha atlética 50 km. É esperar para saber qual atletismo brasileiro será possível ver.

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