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Hulk diz que racismo na Rússia é uma vergonha e teme atos na Copa-2018

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O atacante brasileiro Hulk, do Zenit, afirmou nesta segunda-feira (20) que os casos de injúria racial na Rússia são uma vergonha e teme que os atos estraguem a Copa do Mundo-2018, que será realizada no país.
O jogador comentou sobre o racismo no futebol após o ganês Emmanuel Frimpong, do Ufa, ser alvo de gritos de "macaco" em uma partida contra o Spartak de Moscou, na última sexta-feira (17).
"É uma vergonha, é algo muito triste e não deveria acontecer. Isso pode ocorrer, também fora do futebol", disse Hulk. "Acontece em quase todas as partidas da liga na Rússia, se isso ocorrer durante a Copa do Mundo na Rússia em 2018 será realmente revoltante e triste", acrescentou.
O atacante, que disputou a última Copa do Mundo, afirmou que antes se incomodava com o racismo no país, mas agora responde as injúrias mandando beijo aos torcedores. "Antes, quando esse tipo de incidente ocorria comigo, me irritava, mas aprendi que se irritar não serve de nada. Agora mando beijos aos que me insultam", concluiu o brasileiro.
Seu companheiro de equipe no Zenit, o zagueiro argentino Ezequiel Garay, reagiu da mesma forma. "Se tenho uma mensagem a enviar, é dizer aos fãs do futebol que pensem na Copa do Mundo de 2018 na Rússia, que aproveitem a paixão pelo futebol e não pensem na origem nem na cor da pele, todos somos iguais, todos os jogadores de futebol", disse.
O meio-campo ganês Emmanuel Fripong foi expulso depois de reagir a insultos racistas durante a partida que abriu a liga russa na última sexta-feira entre sua equipe, o Ufa, e o Spartak de Moscou (2-2).
A Fifa informou que irá pedir à União Russa de Futebol para providenciar detalhes do incidente da sexta-feira na partida entre Spartak Moscou e Ufa, na qual Frimpong foi expulso por mostrar o dedo do meio para a torcida.

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