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Scheidt busca reafirmação para Olimpíada de 2016

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ITALO NOGUEIRA, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) - O lago Ontário não vai deixar boas recordações para o velejador Robert Scheidt, 42. Medalhista de prata nos Jogos Pan Americanos de Toronto, foi ali também que ele ficou, dez dias antes dos Jogos, em 15º do Mundial da classe Laser em Kingstom.
Maior medalhista olímpico do Brasil, decacampeão mundial de sua categoria, Scheidt procura se recuperar a um ano da Olimpíada do Rio. Os resultados, abaixo de sua média vencedora, fazem com que o velejador reconheça, aos 42, estar numa fase de recuperação e aprendizado.
"Tiro boas lições [desse Pan] para aprimorar para frente, para a Rio-16. Principalmente nessas condições de vento fraco [como em Toronto]. É muito difícil a gente ter uma competição de sete dias só com vento fraco. Melhorei bastante alguns pontos da minha velejada nessa condição", disse ele, após concluir a prova no sábado (18).
Scheidt voltou para a classe Laser em 2013 a fim de retomar a liderança na categoria em que conquistou os dois ouros olímpicos. A decisão chamou a atenção, por ser uma das que exige mais vigor físico.
"Muita gente me chamou de louco, com 40 anos voltar para a Laser. Mas 2013 fui campeão mundial. Não penso que idade é um fator limitante. Tenho que ter mais momentos de baixa, para recuperar bem o corpo, e depois exigir de novo. Vela não é só físico. Tem interpretação do vento, situações e decisões que precisa tomar. Experiência ajuda."
O nome de Scheidt ainda não foi confirmado pela Confederação Brasileira de Vela como representante na classe Laser. Mas ele é dado como certo, apesar da concorrência de Bruno Fontes. Ainda assim, o velejador multicampeão afirma precisar de uma afirmação. E ela pode vir no evento-teste para a Olimpíada, em agosto.
"É saudável ter essa disputa. São elas que te tiram da cama e fazem você treinar mais. O evento-teste no Rio, em agosto, é uma grande oportunidade para eu ter um bom resultado e servir como uma grande afirmação. Principalmente porque o Mundial não foi muito bom para mim. Foi o campeonato que programei para ser o auge da minha temporada. Infelizmente aconteceu muita coisa fora do meu controle", disse o velejador.
O planejamento de Scheidt para compensar a diferença etária com os adversários é dosar os treinamentos para chegar no auge do vigor físico em agosto de 2016, na Olimpíada.
"Não tenho nenhuma grande lesão. Tive uma cirurgia no joelho no início do ano, mas já me recuperei. Tenho que tomar mais cuidado com meu treinamento para atingir alguns picos durante a temporada. Não consigo mais estar no auge a temporada toda", afirmou.

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