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Aruba e Ilhas Britânicas ainda buscam as primeiras medalhas no Pan

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MARCEL MERGUIZO E ITALO NOGUEIRA, ENVIADOS ESPECIAIS
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) - Eles não vão aos Jogos Pan-Americanos para passar férias. Afinal, o próprio país é um famoso destino turístico.
Os atletas de Aruba, porém, nunca conquistaram uma medalha sequer na "Olimpíada das Américas".
Dos 41 países desta edição dos Jogos, apenas Aruba e Ilhas Virgens Britânicas nunca foram ao pódio.
Após sete participações no evento, agora o país de cerca de 120 mil habitantes no Caribe acredita que Toronto será palco do primeiro pódio.
"A medalha é nosso objetivo aqui. Nunca estivemos tão próximo dela", afirma a chefe da delegação de Aruba, Juelle Thone, 35.
Dirigente do comitê olímpico do país, ela diz que a confiança começa pelo fato de Aruba já ter quebrado o recorde de atletas (25) e esportes (10) em uma edição do evento. O Brasil, por exemplo, tem 590 em 46 modalidades em Toronto.
Além da quantidade, os caribenhos apostam na qualidade para chegar à medalha.
Pela primeira vez na história do país, uma atleta profissional vai representar Aruba em um Pan-Americano.
Ela é Kamilah Dammers, 21, jogadora de boliche.
"Kamilah foi estudar em Orlando, jogou o campeonato universitário dos Estados Unidos, foi muito bem, graduou-se neste ano e virou profissional. É a primeira profissional de Aruba em um Pan. Normalmente nossos atletas são muito jovens, inexperientes ou tem outros empregos", explica Juelle.
Kamilah foi campeã dos Jogos Centro-Americanos e do Caribe, no ano passado, disputa que conta com Cuba, México, Venezuela entre as potências continentais.
O país conquistou mais um ouro na competição de 2014, com Philipine van Aanhol, na vela (classe laser radial). Ela é considerada a segunda aposta de Aruba no Pan.
Se conseguirem subir ao pódio, deixarão as Ilhas Britânicas como os únicos virgens a permanecer no Pan.
FALTA APOIO
Membros da delegação de Aruba reclamaram que o país nunca investiu em esportes, seja com dinheiro público ou privado.
Os esportistas não recebem salários ou bolsas, a não ser que alguma organização internacional invista neles.
O triatleta Renze Postma, 18, por exemplo, tem apenas uma piscina olímpica à disposição no país para treinar.
Este será o primeiro Pan dele. E as expectativas ainda são baixas. "Quero ganhar experiência. Só  por isso já vai ser especial", diz o atleta que espera ficar entre os 15 primeiros em sua prova.
"Mas quem sabe não consigo melhorar e você vai me entrevistar de novo no Rio ano que vem, hein?", completa o confiante Postma.
VIRGENS
As Ilhas Virgens Britânicas tem uma meta ainda mais ousada do que Aruba: obter três medalhas com apenas seis atletas.
A principal esperança é Eldred Henry, sobre quem pesa o destino de duas delas no lançamento de peso e de disco. Outra aposta da ilha é Chantel Malone, no salto em distância. A ilha tem outros atletas em atletismo, squash e natação.
O chefe da delegação do país, Xavier Samuels, acredita na equipe. "Nunca estivemos tão perto de uma medalha. Espero que a gente consiga ao menos uma, e tenha tanta sorte quanto Aruba", disse Samuels.
Com cerca de 30 mil habitantes em seu país, Samuels afirma que a pequena população não é desculpa para a falta de medalhas até aqui.
"Somos um país pequeno mas temos bons atletas. Nossa hora vai chegar."




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