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Nem ronco de companheiro atrapalha Zanetti na busca de ouro inédito

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MARCEL MERGUIZO, ENVIADO ESPECIAL
TORONTO, CANADÁ (FOLHAPRESS) - Campeão olímpico, mundial, da Universíade, sul-americano, brasileiro... Arthur Zanetti, 25, chegou à Toronto neste sábado (4) para buscar o único título individual que lhe falta: o ouro no Pan.
"É um resultado que ainda não tenho mas estou encarando bem tranquilamente, nada de pressão. A gente sabe que qualquer fator que possa atrapalhar a gente tem que eliminar. É o que estou fazendo", disse Zanetti à Folha, neste domingo (5), na Vila Pan-Americana.
Especialista nas argolas, o ginasta brasileiro vai competir a partir de sábado também no solo e no salto. Afinal, segundo ele, o objetivo principal do ano é o Mundial na Escócia, em outubro, que vale como classificatória para a equipe nacional estar completa nos Jogos Olímpicos do Rio-2016.
E é exatamente de um companheiro de time, com quem divide quarto na Vila, Francisco Barreto Júnior, que veio uma ajuda inusitada nesta primeira noite em Toronto.
"Ele é bem tranquilo. Já me conhece, já conheço ele. Mas ele ronca. Ronca muito. Era a coisa que eu reclamava dele. Mas ele fez uns tratamento aí. Está melhor. Não ouvi ele roncar nenhuma vez ainda. Nos Estados Unidos [onde o Brasil treinou para o Pan] estava no quarto com ele também e não acordei nenhuma vez à noite com o ronco dele", afirmou, rindo, sobre o ginasta com quem treina desde os 12 anos de idade, em São Caetano do Sul (SP).
"Quando estou bastante cansado, dou uma roncadinha também. E estou cansado todo dia... Brincadeira. Só mesmo quando mudo totalmente a rotina e o corpo sente", completou.
Em seu segundo Pan (foi prata nas argolas e ouro por equipes em Guadalajara-2011), Zanetti terá como companheiros, além de Francisco, os ginastas Arthur Nory, Caio Souza, Lucas Bitencourt e Petrix Barbosa. A seleção trabalha com a meta de conseguir três medalhas com a equipe masculina neste Pan: a de Zanetti nas argolas, a por equipes e mais uma.
"Está todo mundo muito bem fisicamente e psicologicamente. A medalha por equipe é um objetivo nosso, sim", disse.
Nos treinamentos, Zanetti trabalha cerca de 70% do tempo nas argolas, seis vezes por semana. Já os treinos de solo e salto são feitos três vezes por semana. Mesmo assim, ele acredita que pode surpreender, como aconteceu ano passado, no pré-pan em que foi bronze no solo.
"Não são minhas especialidades, então acabo entrando um pouquinho mais nervoso [no solo e salto]. Mas algumas vezes você consegue uma boa série e um bom resultado. Mas objetivo mesmo é nas argolas, buscando a melhor nota possível", avalia.
A descontração de Zanetti, porém, acaba quando é perguntado sobre o caso do vídeo com injúrias raciais envolvendo outros ginastas da seleção, entre eles Arthur Nory, que também está em Toronto. O campeão olímpico e mundial, em poucas palavras, encerra qualquer possível polêmica.
"Está tudo bem, assunto que já passou. Não tenho mais nada para falar".




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