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​Blatter nega saber de propina, ataca EUA e não teme ser preso

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O presidente da Fifa também criticou Michel Platini, presidente da Uefa, e que havia pedido a renúncia do dirigente suíço - Foto: Divulgação
O presidente da Fifa também criticou Michel Platini, presidente da Uefa, e que havia pedido a renúncia do dirigente suíço - Foto: Divulgação

Reeleito presidente da Fifa, Joseph Blatter reforçou a ideia de que não vai assumir sozinho a responsabilidade pelo escândalo de corrupção que assola a entidade. Em entrevista coletiva concedida neste sábado em Zurique (Suíça), o dirigente também voltou a alfinetar a participação dos Estados Unidos nas investigações. Além disso, demonstrou não temer ser preso.

O dirigente negou saber algo sobre uma suposta propina de US$ 10 milhões detalhada por Jack Warner, ex-presidente da Concacaf e ex-presidente da Fifa. "Se isso está em algum lugar nas investigações, deixe-a caminhar. Definitivamente, isso não é comigo".

A coletiva da vitória de Blatter ainda teve seu momento de tensão. O presidente reeleito foi perguntado se tinha medo de ser preso e reagiu com irritação. "Preso por qual motivo?", disse. "Próxima pergunta", concluiu sem deixar o jornalista replicar.

O autor da pergunta foi o jornalista britânico Steve Scott, apresentador de programa esportivo na emissora de televisão ITV News. Scott fez dois questionamentos bem direitos. O primeiro foi o se Blatter colaborou com investigações da polícia americana no caso de corrupção envolvendo dirigentes da Fifa. A segunda foi um complemento: "Caso você não tenha colaborado, tem medo de ser preso"?  

Na reação, Blatter mudou a expressão facial, tirou o fone de ouvido com o áudio de tradução simultânea e disse: "sobre a primeira: não. A segunda: preso por qual motivo"? Em entrevista exclusiva à emissora de TV suíça RTS, Blatter atacou de forma veemente a participação dos EUA nas investigações sobre o escândalo de corrupção.

O presidente da Fifa também criticou Michel Platini, presidente da Uefa, e que havia pedido a renúncia do dirigente suíço. "Não é uma simples coincidência este ataque americano dois dias antes da eleição da Fifae, em seguida, a reação de Michel Platini e da Uefa. Não tenho a certeza, mas, enfim, não me parece bem". Questionado se perdoava Platini, Blatter foi sucinto: "Perdoo todos, mas não me esqueço".

Na coletiva deste sábado, o presidente da Fifa foi mais sutil e reservou uma pequena crítica à ação de autoridades dos Estados Unidos e que resultou na prisão de vários dirigentes, acusados de envolvimento em corrupção. "Todos estes eventos culminaram na ação policial no hotel e, curiosamente, já havia três jornalistas norte-americanos lá.  Eles estão fazendo investigações e têm o direito de fazer. Não estou preocupado", comentou. Blatter também reafirmou seu compromisso de combater a corrupção dentro da entidade. "Estou aqui como presidente da Fifa. Continuarei meu trabalho e a luta por boas coisas. Mas não estou sozinho. O comitê executivo disse estar comigo."




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