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​'Dinossauro' Belfort luta por título histórico e lacuna aberta por Anderson

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Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Vitor Belfort costuma dizer que é um "dinossauro" do UFC. Afinal, não há ninguém há tanto tempo na ativa como ele. Seus pares já foram à extinção, aposentaram-se. Mas o carioca de 38 anos sobe no octógono do UFC 187, em Las Vegas, para tentar coroar um legado já histórico e tentar tomar o cinturão dos médios de Chris Weidman. É a chance para um feito inédito, com três conquistas em categorias diferentes e também a oportunidade de preencher a lacuna de ídolo máximo dos brasileiros, depois de Anderson Silva ser afastado por doping.

Já são quase duas décadas de carreira para Belfort, numa jornada cheia de reviravoltas. Pupilo de Carlson Gracie e tão ligado ao mestre de jiu-jítsu que chegou a levar por um tempo o sobrenome dele, o garoto conheceu a glória aos 19 anos, ao conquistar o título do GP dos pesos pesados no UFC 12, em 1997. Sete anos depois, bateu Randy Couture e conquistou o cinturão oficial dos meio-pesados. Agora, pode se juntar ao próprio Couture e a BJ Penn como os únicos campeões em categorias diferentes dentro da organização.

"O que o Chris Weidman estava fazendo quando eu estreei no MMA, que ainda era vale-tudo? Eu lutava com cara gigantes, sem regras, sem luvas. E estou aqui até hoje. É isso que me motiva, é o legado que vou deixar nesse esporte. Quem vai poder falar que fez o que eu fiz? Ninguém", se auto-exaltou Belfort.

Não é só de vitórias que o carioca viveu. Muito pelo contrário. Derrotas marcantes no octógono e fora dele construíram uma história de superação. Belfort perdeu logo na primeira defesa de cinturão do UFC e chegou a ter cinco derrotas em sete lutas entre Ultimate e Pride. Na vida pessoal, perdeu a irmã em 2004, um drama familiar que mexe com o lutador hoje. Com fama de bad boy, participou do reality show A Casa dos Artistas, no SBT, onde começou o relacionamento com Joana Prado - então a Feiticeira. Em 2006, ainda abalado, caiu em um antidoping.

Foi depois do flagra que um novo Vitor - já em sua fase aberta quanto à religiosidade - surgiu, um Vitor que sabia do seu talento, mas que conseguiu trabalhar pesado para aperfeiçoá-lo. Desde 2007, quando ele deu um passo para trás, atuando em eventos menos consagrados, o lutador se reinventou até voltar ao UFC. É claro que ele teve aquele chute na cara de Anderson Silva para frear seu ímpeto, mas nem isso o abateu. Fora os reveses para o Spider e Jon Jones, venceu dez lutas, com nove nocautes que nunca passaram do segundo round. As performances das últimas três lutas, em que acrescentou os chutes ao seu repertório e enfileirou com pernadas Bisping, Rockhold e Henderson mostraram: o UFC tinha a obrigação de dar mais uma chance de consagração para o brasileiro.

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