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Filipinho e Miguel dão sequência ao clã das famílias Toledo e Pupo no surfe

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ÉDER FANTONI, ENVIADO ESPECIAL
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Toledo e Pupo. Esses dois sobrenomes são bem conhecidos no meio do surfe. E por mais que o tempo passe, eles nunca saem dos holofotes e estão sempre renovados.
As histórias das duas famílias parecem se confundir.
Ricardo Toledo e Wagner Pupo são dois precursores do surfe brasileiro. O primeiro foi bicampeão brasileiro, em 1991 e 1995. O outro foi surfista profissional por 28 anos.
Ambos já estão aposentados, mas as duas famílias possuem o surfe no DNA e hoje são bem representadas no cenário internacional por Filipe Toledo, 20, e Miguel Pupo, 23.
O primeiro está na terceira fase da etapa do Rio. O segundo acabou eliminado nesta quinta-feira (14).
Filipinho já está em seu terceiro Mundial e ocupa atualmente a terceira posição na classificação. Um dos destaques da nova geração brasileira na modalidade, o paulista já até venceu uma etapa neste ano, em Gold Coast, na Austrália.
A arma secreta para se dar bem no circuito é justamente os ensinamentos de Ricardo, que, além de pai, é também técnico, assim como Charles é para Gabriel Medina, 21.
"Ele é meu treinador desde sempre. Ele me dá confiança e tranquilidade. Confio muito nele e sei que pode me ajudar a conquistar o meu sonho [o título mundial]", disse Filipinho em entrevista para a Folha.
Ricardo segue o filho por todas as partes do mundo. O fato de sempre estar na cola do surfista não desgasta a relação.
"Nós sempre tivemos uma sintonia bem afinada. Ter um dos filhos seguindo a minha carreira como uma promessa do surfe mundial é, sem dúvidas, motivo de maior orgulho", afirmou Ricardo, que se mudou com a sua família em 2014 para a Califórnia, nos Estados Unidos.
Já a família Pupo continua em São Sebastião, litoral norte de São Paulo. É lá que Wagner fabrica as suas pranchas para venda e até para Miguel usar no Mundial.
O ex-surfista acompanha o filho de longe. De sua casa, assiste ao torneio pela internet. E sempre procura dar dicas, por telefone.
"A gente conversa, geralmente, após o final das baterias. Eu analiso e falo com ele sobre manobras, tento mostrar algumas coisas erradas e que podem ser corrigidas", disse Wagner.
Assim como Ricardo, Wagner começou a surfar quando a modalidade ainda não tinha o respeito da sociedade. Era tachado como um esporte sem futuro. Tanto que sua mãe queimava as suas pranchas quando adolescente.
E Miguel, bem como Filipinho, já nasceu com o surfe no subconsciente. Apoiados pelos pais, os dois cresceram no mar, com a prancha nos pés.
"Meu pai foi o meu mentor e ele sempre me apoiou. E hoje o surfe significa o alicerce da minha casa, é nossa base, estrutura e nosso teto", disse Miguel.
Tanto Filipinho como Miguel parecem ser apenas o começo das famílias Toledo e Pupo no mundo do surfe.
Ricardinho tem outros três filhos. Todos surfam. Matheus, 24, já foi até campeão paulista em 2010.
Já Wagner tem como outra aposta Samuel Pupo, 14, que no começo de maio conquistou o título de um torneio internacional para crianças de até 16 anos, em Maresias, e desponta como um dos líderes na nova geração brasileira no surfe.

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