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Público que lota praia no Rio assedia surfistas brasileiros e estrangeiros

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ÉDER FANTONI, ENVIADO ESPECIAL
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Não importa se é estrangeiro ou brasileiro. O público que lota as areias da praia da Barra, no Rio, para acompanhar a quarta etapa do Mundial de surfe, nesta quinta-feira (14), não desgruda de ninguém. Nem mesmo dos que parecem ser estranhos à primeira vista.
Basta ver uma pessoa com uma prancha nas mãos para começar a perseguição.
"Pô, consegui um autógrafo do... Do... Qual o nome dele mesmo?", perguntou à reportagem o sorridente ajudante de pedreiro Júnior Dias após conseguir um autógrafo do australiano Kai Otton, 29º colocado do Mundial e que saía da água após um treino pela manhã.
Com a competição a pleno vapor, a euforia é ainda maior. Após vencer a bateria válida pela repescagem contra o brasileiro David do Carmo, o australiano Mick Fanning, tricampeão mundial, parecia até um surfista da casa dado à perseguição dos torcedores, o que não costuma acontecer nem em seu país natal.
Ao chegar à tenda montada na areia, parou, gentilmente, para dar alguns autógrafos e tirar fotos com dezenas de fãs que se aglomeravam por ali.
"É muito legal ver tudo isso, ainda mais quando vemos esse assédio mesmo para um surfista de fora que vence um brasileiro", disse Fanning.
Grande promessa do surfe e na lista de favoritos ao título da temporada, o havaiano John John Florence também foi cercado. Precisou até de um cordão de isolamento maior feito por seguranças para entrar na água tranquilamente. E para sair também.
"Abre, abre, abre...", dizia os seguranças aos fãs enquanto cercavam Florence.
Nem no Havaí, onde é venerado, o surfista precisa de tanto. Em Pipeline, no ano passado, quando Medina se sagrou campeão mundial, Florence andava tranquilamente entre os torcedores.
"O brasileiro gosta de tocar, gosta de guardar uma lembrança. Eu sou assim também. Quero um autógrafo do Mineirinho", disse o vendedor Ismael Cerqueira, 43.
Os brasileiros que foram convidados a participar da competição, como o paulista David do Carmo, que acabou eliminado por Fanning, também não escapou do assédio.
"Só tenho que agradecer o carinho dos torcedores. Demais", disse.
Enquanto isso, Medina, já classificado para a terceira fase, assistia às baterias tranquilamente da tenda. Imagine quando ele entrar na água.

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