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Clubes do Brasil estão unidos por ajustes na MP do Futebol

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Em audiência da comissão mista no Senado, realizada no Congresso, em Brasília, os representantes dos principais clubes brasileiros (Séries A e B) mostraram unidade de discurso em relação à MP do Futebol.

Os clubes, em sua totalidade, não aderiram à proposta da MP, em virtude de ser inadequada e extemporânea e conter dispositivos considerados intervencionistas.

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O presidente do Atlético Mineiro, Daniel Diniz Nepomuceno, defendeu o enxugamento da MP e criticou o intervencionismo da mesma. O dirigente, convidado a apresentar sugestões para a melhora da proposta, disse que defende a anistia de multas, maior número de meses do que os 240 previstos na MP para pagamento das dívidas e que não haja qualquer  tipo de intervenção, como, por exemplo, a obrigatoriedade de investimento no futebol feminino.

O presidente do Grêmio, Romildo Bozan Júnior, disse que, à exceção da parte que trata do refinanciamento das dívidas dos clubes, todo o restante da MP é inadequado e extemporâneo. O dirigente afirmou que a MP não atende aos clubes.

O secretário-geral da CBF Walter Feldman disse que há correções a serem feitas. Ele ressaltou que, ao ser elaborada para parcelar as dívidas e ter contrapartidas, a MP acabou entrando em outros campos que são inaceitáveis: obrigatoriedade de os clubes investirem no futebol feminino; 70% do orçamento destinado ao pagamento dos jogadores e centralização do sistema financeiro, entre outros aspectos, o que caracteriza uma clara tentativa de reformulação do futebol brasileiro, o que não é função do estado.

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O relator da MP, deputado Otávio Leite, disse que há a necessidade de se encontrar um denominador comum para a aprovação da MP. O fato de que nenhum clube aderiu à proposta, 30 dias após a sua edição, sinaliza que as regras impostas não serão aceitas e haverá mudanças significativas na MP do Futebol no Congresso.

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