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​Dunga corta Oscar e chama Robinho e Casemiro para a Copa América

Da Redação ·
Dunga convocou a seleção brasileira para a Copa América, primeira competição oficial depois do vexame da Copa do Mundo de 2014 - Foto: Divulgação
Dunga convocou a seleção brasileira para a Copa América, primeira competição oficial depois do vexame da Copa do Mundo de 2014 - Foto: Divulgação

Dunga convocou a seleção brasileira para a Copa América, primeira competição oficial depois do vexame da Copa do Mundo de 2014, e surpreendeu ao não chamar Oscar, do Chelsea. Titular da seleção em quase todos os jogos, o meia ficou fora da lista final por lesão e foi substituído por Everton Ribeiro e Douglas Costa.  

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"Ele teve uma lesão no último treino do Chelsea. Conversamos com o Mourinho, com o médico do Chelsea. A recuperação será um pouco prolongada, ele não estará nas melhores condições. Achamos melhor ele estar preparado para as eliminatórias, que começam logo depois da Copa América", explicou Dunga. 

No restante da lista, os nomes que mais chamam a atenção são Robinho e Casemiro. O volante venceu a disputa direta com Souza, do São Paulo, muito por conta de seu bom desempenho na Liga dos Campeões pelo Porto. Já o atacante volta a disputar a Copa América aos 31 anos, em alta com a conquista do Paulista, e agora com a responsabilidade de liderar a equipe.

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"O Robinho hoje é um jogador muito mais experiente, sabe do papel que ele tem dentro da seleção no momento, vive um grande momento no Santos, assim como em outras épocas. Naquela época [2007] ele era referência, chamou a responsabilidade. Foi um dos artilheiros e teve uma passagem brilhante. Agora é um pouco diferente, vem pela capacidade técnica, mas com uma responsabilidade maior de passar experiência para os mais jovens", disse o treinador.    

Outro ponto importante da convocação é a segunda chance que Dunga dá a alguns nomes que viveram o vexame do 7 a 1. A lista de "herdeiros" da era Felipão tem Jefferson, Marcelo, David Luiz, Thiago Silva, Luiz Gustavo, Fernandinho, Neymar e Willian. A nova oportunidade aos que viveram a maior derrota da história da seleção faz parte da filosofia de Dunga, ele mesmo protagonista de uma reviravolta com a camisa verde-amarela com a conquista do tetra em 1994 após a derrota em 1990.

As escolhas de Dunga chegam à Copa América amparadas pelos resultados. Em oito jogos sob o seu comando, o Brasil venceu oito vezes, passando por rivais de peso como Colômbia, Argentina, França e Chile no caminho. A demonstração de força passou pelo estabelecimento de velhos conhecidos como Neymar, agora capitão do time, e novidades como Diego Tardelli e Roberto Firmino, lançados pelo técnico na atual gestão.