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Pacto empresarial deve criar índice para medir confiabilidade de confederações

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PAULO ROBERTO CONDE
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um dos primeiros desdobramentos do pacto assinado por quase 20 empresas que investem mais de meio bilhão de reais no esporte deve ser a criação de um indicador único para avaliar as confederações do país.
A proposta de elaboração do índice, que pretende avaliar anualmente gestão e transparência das entidades esportivas, foi feita pela ONG Atletas pelo Brasil, que tem atuado como consultora do projeto.
O indicador apontaria quais são as confederações mais seguras e eficientes para se investir. Também apontaria as menos recomendáveis. Os critérios ainda não estão definidos, mas devem envolver planejamento, limite de mandato, independência fiscal e prestação de contas.
Assim, por exemplo, o próprio pool de empresas poderia sugerir ou vetar patrocínios a entidades esportivas.
Na prática, funcionaria como um "balizador de investimento", o que hoje inexiste. Uma das grandes reclamações das empresas é muitas vezes não ter informações críveis sobre a vida financeira das entidades.
A criação do indicador e sua operação podem ter auxílio do governo federal. A proposta foi apresentada na segunda-feira retrasada (13) ao ministro George Hilton (Esporte), que demonstrou interesse na atuação da pasta para avaliar as confederações em conjunto com as empresas.
Caso o ministério opte por não participar, ainda assim as companhias signatárias devem adotá-lo.
A expectativa é que a assinatura do pacto e seu lançamento publico ocorram no segundo semestre deste ano. A grande motivação para que elas se unam foi a preocupação com a utilização de seus recursos em vista das alterações na Lei Pelé, em 2013, e na Lei Anticorrupção.
Até o momento, já aderiram ao pacto 19 empresas: Aché, Ambev, Banco do Brasil, Bradesco, BRF, Centauro, Correios, Construtora Passarelli, Decathlon, Gol Linhas Aéreas, Itaú, McDonald's, Nestlé, Nissan, Pão de Açúcar, P&G, TetraPak, Volkswagen e Ápice (que reúne companhias de material esportivo). Ao todo, o investimento anual delas no esporte ultrapassa R$ 550 milhões.
Para costurar o acordo, as companhias têm, recebido assessoria da Atletas pelo Brasil, do Lide Esporte, do Instituto Ethos e do escritório Mattos Filho Advogados.
Uma reunião que definirá outras cláusulas do pacto será realizada no próximo dia 28.

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