Leia a última edição Siga no Whatsapp
--°C | Apucarana
Euro
--
Dólar
--

Esportes

publicidade
ESPORTES

Prefeitura de São Paulo abre brecha para 'naming rights' de estádios

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Telegram
Siga-nos Seguir no Google News
Grupos do WhatsApp

Receba notícias no seu Whatsapp Participe dos grupos do TNOnline

DIEGO IWATA LIMA
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Multada em R$ 120 mil pela Prefeitura de São Paulo, em razão da fachada do estádio do Palmeiras estar até fevereiro em desacordo com a Lei nº 14.223, conhecida como Lei Cidade Limpa, WTorre, parceira do clube na administração da arena, não precisa mais se preocupar com o caso.
No dia 10 de fevereiro, a o poder público municipal definiu uma alteração na lei. A resolução nº 019 da prefeitura autoriza a exposição de marcas em casos de estádios que tenham nomes batizados por empresas.
"A utilização de símbolos, marcas, nomes e logos nos imóveis públicos ou privados utilizados como equipamentos esportivos ou culturais, resultante de contrato ou acordo de direitos de nomeação ("naming rights"), será considerado o anúncio indicativo da edificação aplicando-se o disposto nos artigos 13 e 16 da Lei Municipal 14.223 de 26 de setembro de 2006, devendo, nesses casos, ser substituído o anúncio indicativo, se pré-existente", diz a resolução.
O documento deixa claro, porém, que os nomes de estádios só serão aprovados após análise da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana. O órgão da prefeitura é formado por representantes do poder público e membros da sociedade civil, analisa casos relacionados à aplicação da legislação de anúncios, mobiliário urbano e inserção de elementos na paisagem urbana.
Em nota à Folha, a prefeitura de São Paulo confirmou que o estádio do Palmeiras está regularizado.
"A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras informa que, referente aos letreiros dispostos no Allianz Parque, a última multa por infringir a Lei Cidade Limpa foi aplicada no dia 09/02 deste ano. Informamos que no dia 10/02, foi publicada no Diário Oficial da Capital, uma nova resolução - nº 019 SMDU.CPPU//2015 - que normatiza os letreiros referentes aos chamados "naming rights". Estando, a partir de então, regularizada a situação da arena Allianz Parque", diz a prefeitura.
Outros estádios que também vierem a comercializar "naming rights" estarão adequados à lei. Em São Paulo, a arena do Palmeiras é a única que já vendeu o nome para uma empresa. Corinthians tenta negociar desde 2010 a venda dos naming rights do seu novo estádio em Itaquera.
A seguradora Allianz paga R$ 15 milhões por ano pelo direito a dar o nome ao estádio palmeirense. Antes mesmo da inauguração da arena, entretanto, a WTorre foi multada pela primeira vez em 4 de novembro de 2014, no valor de R$ 40 mil, por estar em desacordo com a lei Cidade Limpa. Na ocasião, a construtora foi intimada a remover ou regularizar o problema, sob risco de ser novamente multada caso não fizesse as alterações.
No início do Campeonato Paulista deste ano, a construtora voltou a exibir fachadas em desacordo com a Lei Cidade Limpa. Assim, em 9 de fevereiro, a Subprefeitura aplicou nova multa na construtora. Desta vez, o valor total foi de R$ 80 mil -R$ 20 mil por letreiro. Foi a última multa.
A WTorre sempre questionou as multas. No entender da construtora, a decisão causava "estranheza pois cobra o registro no Cadastro de Anúncios (Cadan) do letreiro na fachada da arena quando, na realidade, trata-se de "Denominação de Prédios e Condomínios" - tema que vem sendo tratado junto à secretaria municipal competente, desde a elaboração do projeto", disse a empresa na época, via assessoria de imprensa.

Gostou da matéria? Compartilhe!

Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Compartilhar no WhatsApp Compartilhar no Email
Adicionar como fonte preferida no Google

Últimas em Esportes

publicidade

Mais lidas no TNOnline

publicidade

Últimas do TNOnline

TNOnline TV