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Maior canoísta da Espanha se aposenta e abre caminho a brasileiro

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MARCEL MERGUIZO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ele não voltou ao Brasil após a folga de Carnaval. Ficou na Espanha, onde é o maior medalhista da história do país em Jogos Olímpicos. Assim, o canoísta David Cal, 32, iniciou sua aposentadoria, confirmada nesta quarta-feira (25) à Folha de S.Paulo pela comissão técnica da seleção brasileira, com a qual o cinco vezes medalhista olímpico treinava desde 2013.
Prata em Londres-2012, Pequim-2008 (duas vezes) e Atenas-2014, quando ganhou seu ouro no C1 1000 m, Cal teve a aposentadoria anunciada pelo Comitê Olímpico Espanhol em reportagem do jornal "Marca", de Madri.
Após alcançar o recorde em 2012, Cal já havia dado sinais de que podia não continuar a competir na canoagem de velocidade. Foi quando seu treinador nos últimos 15 anos, Jesús Morlán, se mudou para o Brasil contratado pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil).
Em menos de dois anos em águas brasileiras, Morlán forjou o primeiro campeão -depois bi- mundial do país na canoagem de velocidade (na prova de 500 m) e transformou o baiano Isaquias Queiroz, 21, em um dos grandes favoritos à medalha nos Jogos Olímpicos do Rio. Além da disputa nos 500 m, Cal e Isaquias também seriam prováveis adversários na distância de 1.000 m, na qual o espanhol conquistou três de suas medalhas olímpicas, incluindo a de ouro.
Com dois bronzes (200 m e 1.000 m) e dois ouros (500 m) nos últimos Mundiais (2013 e 2014), Isaquias treinava desde outubro passado com Cal e outros três canoístas da elite brasileira em Lagoa Santa, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Em dezembro, à Folha de S.Paulo, Morlán já dava sinais de descontentamento com o pupilo espanhol.
"Se David decidisse voltar a treinar, eu não podia abandoná-lo [na Espanha]. Aqui [em Lagoa Santa] ele ajuda a equipe, é como um Deus para eles. Passa experiência e tranquilidade, mas não estou totalmente contente. Ele tem que ser exemplo. Precisa perder 20 kg", disse o treinador espanhol, eleito o melhor técnico do Brasil em 2014 pelo COB.
"Ainda há tempo, tenho que trabalhar todos os dias para chegar bem em 2016. É perder peso. É possível", respondeu Cal há três meses.
Os gastos de Cal no Brasil eram divididos entre o comitê olímpico e o Conselho Nacional de Esportes da Espanha. Agora, os espanhóis prometem render diversas homenagens a seu maior medalhista olímpico.

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