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Parceiras, Red Bull e Renault entram em rota de colisão antes de 2º GP

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TATIANA CUNHA, ENVIADA ESPECIAL
SEPANG, MALÁSIA (FOLHAPRESS) - Foram quatro Mundiais de Construtores e quatro de Pilotos de 2010 a 2014, período em que a Red Bull e a Renault atravessaram uma espécie de lua de mel.
Mas a mudança no regulamento da F-1, que trocou os motores V8 pelos V6 turbo no início do ano passado, acabou criando atritos na relação entre a equipe austríaca e a fornecedora de propulsores que se intensificaram nos últimos dias durante a preparação dos times para a disputa do GP da Malásia, segunda etapa do Mundial deste ano, que será disputado em Sepang, neste domingo (29), às 4h (de Brasília).
Inúmeros problemas durante a pré-temporada do campeonato de 2014 marcaram o começo das trocas de acusações, que acabaram se diluindo durante a temporada em parte graças às três vitórias conquistadas por Daniel Ricciardo.
Mas após a prova que abriu o Mundial deste ano na Austrália e que foi facilmente dominada pela Mercedes, com a dobradinha de Lewis Hamilton e Nico Rosberg, Christian Horner subiu o tom das reclamações e afirmou que a Renault "estava uma bagunça" e que o carro era impossível de se guiar por conta dos propulsores.
Em Melbourne, problemas nas unidades de potência fizeram com que Daniil Kvyat e Max Verstappen (da Toro Rosso, que também usa os motores francês) não completassem a prova australiana -Ricciardo foi o sexto e Carlos Sainz, o outro piloto da Toro Rosso, o nono.
Adrian Newey, projetista da Red Bull, afirmou que a falta de competitividade dos carros da equipe se deviam à falta de potência dos motores franceses.
As palavras dos dirigentes da equipe austríaca não caíram bem na Renault, que rebateu as reclamações.
"É difícil trabalhar com um parceiro que mente. Adrian [Newey] é um homem charmoso e um engenheiro de elite, mas ele passou sua vida reclamando dos fornecedores de motor. Ele é velho demais para mudar agora", afirmou Cyril Abiteboul, diretor da fornecedora à revista francesa "Auto Hebdo".
O dirigente também pediu mais colaboração entre seus funcionários e a equipe para que, juntos, possam tentar fazer frente à Mercedes.
"Precisamos trabalhar juntos para entender nossos problemas, tanto os das unidades de potência como os do chassi. De acordo com nossos dados, nosso déficit para a Mercedes em Melbourne estava dividido igualmente entre problemas de dirigibilidade, performance do motor e performance do chassi", disse Abiteboul.
"O problema que temos é o pacote completo e precisamos nos juntar para evoluir. Na Malásia devemos dar um passo adiante já que tivemos a oportunidade de usar a informação que colhemos na Austrália. Estamos trabalhando e acho que estaremos em situação bem melhor que a que terminamos em Melbourne", completou.




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