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Com Kaká, futebol dos EUA tem recorde de estrangeiros

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RAFAEL REIS
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - As contratações do brasileiro Kaká pelo Orlando City e do atacante espanhol David Villa pelo New York City foram apenas as cerejas de um bolo que não para de crescer.
Sucesso de público e cada mais relevante dentro e fora dos Estados Unidos, a MLS (Major League Soccer) começa nesta sexta-feira (6) com recorde de participação estrangeira.
No total, 270 atletas sem nacionalidade norte-americana estão inscritos. Eles representam 44,8% do total dos jogadores e estão espalhados por todas as 20 franquias -Orlando e New York City são as novidades da temporada.
O Brasil é o quarto país estrangeiro com mais representantes: 18. Está atrás de Canadá, Jamaica e Argentina.
O grupo brasileiro, que até então tinha como nome de maior destaque o meia Juninho, ex-São Paulo e atualmente no Los Angeles Galaxy, ganhou o reforço de Kaká.
Aos 32 anos e depois de uma rápida passagem pelo São Paulo, o melhor jogador do mundo em 2007 representa o desejo da MLS de atrair para os EUA jogadores de destaque internacional.
A política, que já captou no passado Lothar Matthäus, David Beckham e Thierry Henry, foi intensificada como nunca depois do boom da audiência do futebol no país amplificada pela Copa do Mundo-2014.
Campeão mundial com a Espanha em 2010, David Villa já chegou. Quando a temporada europeia acabar, no meio do ano, será a vez de Frank Lampard e Steven Gerrard, dois ícones do futebol inglês recente, se juntarem à MLS -o primeiro irá atuar no New York City e o segundo, no Galaxy. E ainda há expectativa de que o meia espanhol Xavi deixe o Barcelona em junho para atuar nos EUA.
Além dos reforços de primeira grandeza, os times americanos têm procurado ganhar força com atletas que, mesmo sem serem craques, construíram uma carreira sólida na Europa.
O Toronto FC foi à Itália buscar o atacante Giovinco, que defendia a Juventus. O Chicago Fire contratou o escocês Shaun Maloney, que atuava na primeira divisão inglesa. E o Sporting Kansas City se reforço com o hondurenho Roger Espinoza, ex-Wigan, da Inglaterra.
O crescimento no número de estrangeiros na MLS (eram apenas 105 dez anos atrás e 205 em 2010) e os altos salários recebidos por alguns deles já incomodam os atletas norte-americanos.
O início da temporada só foi confirmado na quinta (5) quando a liga chegou a um acordo com o sindicato dos jogadores. Entre as reivindicações, estava o aumento nos "salários normais".
Cada time tem o direito de ter até três jogadores sem restrição salarial, e essas vagas são normalmente ocupadas por estrangeiros. O restante dos atletas tem de estar dentro de um teto salarial de cerca de R$ 1,2 milhões por ano.
EM ALTA
Fundada em 1993, para aproveitar o impacto que a Copa do Mundo do ano seguinte teria nos EUA, país-sede do torneio, a MLS entrou em uma escalada de sucesso já nos anos 2000.
A expansão no seu número de franquias mostra bem a escalada do futebol na América. Dez anos atrás, 12 times disputavam a liga. Agora, são 20. Em 2017, serão 22. E até 2020, esperam-se 24 equipes.
Só há mais times porque há cada vez mais gente disposta a consumir o produto.
Segundo a revista "Forbes", o faturamento da MLS cresceu quase 200% entre os anos de 2008 e 2012. De US$ 166 milhões, disparou para US$ 494 milhões.
A última temporada teve, durante a fase regular (ou seja, antes dos playoffs) média de 19.147 pessoas por jogo, a nona no mundo e a terceira nas Américas entre os campeonatos nacionais.

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