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Da pressão para a vitória: Elias vira meia e decide para o Corinthians

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Da pressão para a vitória: Elias vira meia e decide para o Corinthians
Autor Da pressão para a vitória: Elias vira meia e decide para o Corinthians - Foto: Reprodução

Tite sentiu na pele os problemas que a marcação ofensiva pode trazer a uma equipe. A fórmula que fez o Corinthians atropelar o São Paulo, em Itaquera, foi a principal arma do San Lorenzo para impor ao Timão seus piores 45 primeiros minutos em 2015. Sorte e a incrível fase vivida pelo volante Elias, autor de quatro gols em quatro partidas na Taça Libertadores, impediram que os paulistas perdessem pela primeira vez na temporada. 

O técnico da equipe argentina, Edgardo Bauza, fez a lição de casa para enfrentar um dos favoritos ao título. Viu que o Corinthians começa boa parte de suas jogadas pelo lado esquerdo da defesa. Uendel não tem a mesma qualidade de Fábio Santos nos passes. Nem Mendoza joga tanto quanto Sheik. Muito marcado, o colombiano não conseguiu usar a velocidade. Estourou em Renato Augusto e Danilo, pouco acionados no primeiro tempo.  Apesar da postura mais cautelosa do Corinthians, o San Lorenzo encontrou espaços para jogar. Bauza apostou em bolas altas para Matos, além da correria e inversão de posições entre Blanco e Romagnoli pela direita da defesa brasileira, sobretudo entre Fagner, Ralf e Edu Dracena. O Timão também exagerou nas brechas. Em uma delas, Blanco perdeu chance incrível ao cabecear livre na área.  A única oportunidade do Corinthians no primeiro tempo parecia um presságio do que estava por vir na etapa final. Sem conseguir as triangulações pelos lados, sua principal característica até o momento na temporada, o Timão tratou de correr. Foi assim que Elias disparou pelo meio, encontrou Danilo e chegou até a área adversária para cabecear. Torrico pegou.   No primeiro tempo, o San Lorenzo pressionou a saída de bola e encurralou o lado esquerdo do Timão  (Foto: Reprodução)

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A lesão de Renato Augusto acabou sendo boa para Tite, que pôde modificar a estrutura da equipe e encontrar uma solução para vencer o jogo. Cristian entrou no intervalo como um segundo volante para reforçar o trabalho de Ralf, alterando a formação do 4-1-4-1 para o 4-2-3-1. Elias virou um armador centralizado, tendo Jadson pela direita, e Mendoza, pela esquerda.  Com Petros na vaga de Mendoza, outro lesionado, o Corinthians perdeu velocidade para explorar a abertura defensiva do San Lorenzo. Acostumado a arrancar de trás, Elias também contou com a sorte. Fugiu de dois marcadores ao dominar um chutão de Cássio, driblou mais um, “tabelou” com outro e bateu forte no ângulo direito de Torrico. Detalhe: naquele momento, o Timão não tinha nenhum atacante de ofício em campo.  Depois da vantagem, a presença de três volantes no meio de campo foi determinante para os brasileiros segurarem o resultado. Cristian, Ralf e Elias anularam boa parte das tentativas de Romagnoli, mais habilidoso entre os argentinos. Blanco também cansou de correr e facilitou o “trabalho sujo” dos marcadores. Não houve uma grande pressão, mas as chances apareceram. Matos acertou a trave quase dentro do gol, Alan Ruiz tentou de longe, Cauteruccio perdeu outra oportunidade em milagre de Cássio...não era o dia dos argentinos. Era de Elias.

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