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​Contra doping, UFC anuncia mais testes surpresa e suspensões de até quatro anos

Da Redação ·
Dana White anunciou duras medidas contra o doping no UFC. Foto: Reprodução
Dana White anunciou duras medidas contra o doping no UFC. Foto: Reprodução

A recente leva de casos de doping no MMA, entre eles o do ex-campeão Anderson Silva, fez com que o UFC agisse e anunciasse uma série de medidas contra o uso de substâncias ilegais. Em coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (18), a organização anunciou a intensificação de sua política antidoping e algumas medidas drásticas para coibir o avanço das drogas para melhora de performance (PEDs).

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A principal medida anunciada foi o aumento dos testes surpresa, feitos pela própria organização e não mais atrelados ao trabalho das Comissões Atléticas – que regulamentam os eventos. Segundo o anúncio, a partir do próximo dia 1º de julho, todos os lutadores que atuarem em uma luta principal ou uma disputa de cinturão passarão por exames surpresa em algum ponto durante sua preparação.

“O que nos parece é que algo precisa ser feito para aumentar o número de testes fora de competição”, disse Lorenzo Fertitta, um dos donos do UFC. “O UFC vai solicitar a todas as Comissões que testem todos os atletas de todos os cards em competição. Nós queremos 100% dos atletas testados na noite em que eles competirem. E há um custo adicional relacionado a isso, e nós vamos pagar por qualquer custo adicional. Isso quer dizer que em um calendário anula, baseado em 41 eventos, que nós vamos fazer aproximadamente 900 testes. Além disso, o UFC vai entrar em contato com os órgãos responsáveis para testar todas os atletas das lutas principais e disputas de cinturão a partir de 1º de julho”, completou Fertitta, que revelou que a organização já trabalha com empresas terceirizadas para realizarem a coleta e a análise dos testes.

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Além disso, o presidente Dana White e Lorenzo Fertitta também defenderam penas mais duras para atletas que forem flagrados. Atualmente, caso o lutador seja réu primário, a pena padrão é de nove meses. Os dirigentes se aproximaram da política adotada atualmente pela Agência Mundial Antidoping (WADA), que é de dois anos de suspensão para atletas que testem positivo, e até sugeriram que este tempo de gancho chegue a quatro anos em alguns casos.

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