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Ministro reitera apoio do governo federal aos Jogos Rio 2016

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Titular também abordou programas federais que beneficiam as modalidades, como Plano Brasil Medalhas e a Bolsa-Atleta - Foto: Divulgação/Ministério do Esporte
Titular também abordou programas federais que beneficiam as modalidades, como Plano Brasil Medalhas e a Bolsa-Atleta - Foto: Divulgação/Ministério do Esporte

O ministro do Esporte, George Hilton, reiterou o apoio que o governo federal vem dando ao esporte brasileiro. A afirmação foi dada em encontro com dirigentes do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e de confederações esportivas na manhã desta sexta-feira (23), no Rio de Janeiro (RJ). 

O suporte financeiro federal provém de diversas fontes: Orçamento Geral da União (convênios com entidades, governos e universidades, Bolsa-Atleta, Plano Brasil Medalhas, infraestrutura esportiva, etc.), patrocínios de empresas estatais, Lei de Incentivo ao Esporte e repasses da arrecadação das loterias (Lei Agnelo/Piva – Lei Pelé) ao COB, ao Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) e à Confederação Brasileira de Clubes (CBC).

Acompanhado pelo secretário de Esporte de Alto Rendimento do Ministério do Esporte, Ricardo Leyser, o ministro também abordou os programas do governo federal que beneficiam as modalidades, como o Plano Brasil Medalhas, a Bolsa-Atleta, a Bolsa Pódio e a Rede Nacional de Treinamento.

“Estamos aqui para oferecer as melhores condições possíveis para que vocês cuidem da gestão do esporte brasileiro. Estamos cientes de que o papel da operação na ponta final, na prática desportiva propriamente dita, é das confederações”, afirma o ministro George Hilton. “Estou muito disposto a cooperar com toda e qualquer ação a apontar na direção daquela que é minha grande missão à frente da pasta: fazer o esporte ser praticado em massa pelos brasileiros”.

Plano Brasil Medalhas

Lançado em setembro de 2012, o Plano destina R$ 1 bilhão neste ciclo olímpico para diversas ações relacionadas à preparação das equipes que vão representar o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Toronto, Canadá, no próximo mês de julho, e principalmente nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro.

Entre as ações do Plano estão a Bolsa Pódio, custeio de viagens ao exterior, contratação de técnicos e outros profissionais e compra de equipamentos e materiais. Atualmente, são 390 atletas apoiados diretamente via Plano Medalhas, em 24 modalidades olímpicas e 16 paraolímpicas – coletivas e individuais.

Também no Plano Medalhas, existem recursos para construção, reforma e equipagem de centros de treinamento. Entre os CTs com esse financiamento estão o Centro Pan-Americano de Judô, inaugurado em 2014, na Bahia; a Arena Caixa de Atletismo, inaugurada em 2014, em São Bernardo do Campo e o Centro de Ginástica em São Bernardo, inaugurado em 2014.

Já o Centro Paraolímpico Brasileiro, comportará 15 modalidades e será inaugurado em meados deste ano em São Paulo; o Centro de Formação Olímpica do Nordeste, para 26 modalidades, parcialmente entregue em 2104 e com conclusão prevista para o primeiro semestre deste ano; e o Centro de Desenvolvimento do Handebol, a ser inaugurado no primeiro trimestre de 2015.


Bolsa Pódio 

Dos 390 atletas apoiados atualmente pelo Plano Medalhas, 233 são da Bolsa Pódio. Desses, 142 são de 20 modalidades olímpicas; e 91 são de 12 modalidades paraolímpicas.


Bolsa-Atleta 

O governo brasileiro mantém, desde 2005, o maior programa de patrocínio individual de atletas no mundo. O Bolsa-Atleta encerrou 2014 com 6.528 bolsistas apenas em modalidades olímpicas e paraolímpicas. Somando-se as não-olímpicas, são mais de 7 mil beneficiados. A maioria absoluta é de bolsas para atletas de base – desde as estudantis até as subcategorias da bolsa Internacional e, sobretudo, a bolsa Nacional e suas subcategorias.

Bolsas do ano de 2014 

Apenas modalidades olímpicas e paraolímpicas – por categoria de bolsa

Olímpico/Paraolímpico - 239 atletas Internacional - 1.325 atletas Nacional - 4.394 atletas De Base - 280 atletas Estudantil - 290 atletas                  

Rede Nacional de Treinamento 

Criada pela Lei Federal 12.395 de março de 2011, a Rede Nacional de Treinamento é um dos principais projetos de legado dos Jogos Olímpicos de 2016 para a infraestrutura do esporte brasileiro, interligando instalações esportivas existentes ou em construção espalhadas por todo o Brasil.

A estruturação da Rede abarca instalações de diversos padrões e modalidades, inclusive complexos multiesportivos, oferecendo espaço para detecção de talentos, formação de categorias de base e treinamento de atletas e equipes, com foco em modalidades olímpicas e paraolímpicas.

Na composição da Rede estarão desde os 285 Centros de Iniciação ao Esporte (CIEs) que o governo federal começa a construir em 263 municípios, até as grandes arenas construídas para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e as novas instalações que estão sendo erguidas para o Rio 2016, que formarão o futuro Centro Olímpico de Treinamento (COT), localizado no Rio de Janeiro, nos bairros da Barra da Tijuca e de Deodoro. Também abarcará os complexos esportivos que estão sendo erguidos em Fortaleza e São Paulo e os CTs de modalidades.

Centro de Iniciação ao Esporte 

Os CIEs são espaços públicos multiuso em padrões oficiais para identificação de talentos, formação de atletas e desenvolvimento da base do esporte. Localizados em territórios de grande concentração populacional e vulnerabilidade social, os CIEs serão complementares ao programa Minha Casa, Minha Vida.

As unidades podem desenvolver até 13 modalidades olímpicas, seis paraolímpicas e uma não-olímpica. O programa está orçado em R$ 967 milhões do PAC 2. Após edital, o governo selecionou 285 unidades em 263 municípios de todas as regiões do país. As obras estão começando, e a previsão é que durem em média seis meses. Os CIEs também são parte da diretriz do governo federal de “nacionalizar” o legado dos Jogos Olímpicos de 2016.


Investimento na base 

Os investimentos públicos federais no esporte beneficiam diretamente atletas jovens de diversas modalidades, muitos dos quais são destaques internacionais. O principal projeto de base financiado pelo governo brasileiro é a Liga de Desenvolvimento do Basquete (LDB), que revelou talentos como Bruno Caboclo, que em 2014 transferiu-se para a NBA.

Outra revelação, no tiro com arco, foi Marcus Vinícius D´Almeida, vice-campeão da Copa do Mundo em 2014, surgido no centro de treinamento montado em Maricá (RJ) numa parceria da prefeitura com a confederação e o Ministério do Esporte. Isaquias Queiroz e Erlon Souza, da canoagem velocidade, começaram em um projeto do Ministério em Ubaitaba, interior da Bahia.

Existem ainda projetos no pentatlo, vôlei, handebol, e, além disso, o Ministério do Esporte executa um plano de equipagem das modalidades que já permitiu renovar materiais e aparelhagens do basquete, esgrima, judô, tiro com arco, taekwondo, golfe, ginástica e luta olímpica, entre outras. Com os novos e modernos equipamentos, criam-se núcleos de formação de base nos estados, onde os jovens convivem e treinam com os atletas das seleções.

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