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Bia Figueiredo diz que faltou dinheiro para continuar na Indy

Da Redação ·
 Bia posa na tradicional linha de chegada do Indianapolis Motor Speedway
fonte: Foto por Dan Helrigel/IndyCar/Divulgação
Bia posa na tradicional linha de chegada do Indianapolis Motor Speedway

A piloto brasileira Bia Figueiredo, de 25 anos, revelou que precisava de mais dinheiro para disputar a temporada de 2010 Fórmula Indy, na qual participou de apenas duas provas: a SP Indy 300, em São Paulo, e as 500 Milhas de Indianápolis. Agora, seu maior desafio é conseguir verba para continuar no próximo ano.

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Bia estreou na Indy em março, quando disputou a prova paulistana pela equipe Dreyer & Reinbold. Foi confirmada poucos dias antes da corrida, na qual terminou em 13º, melhor posição entre os estreantes.

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Mas só voltou a correr na sexta etapa, em Indianápolis, em maio, onde as equipes normalmente colocam um ou dois carros a mais para disputar um lugar entre os 33 colocados no grid da mais tradicional corrida da categoria. Novamente pela Dreyer & Reinbold, ela foi a melhor estreante no grid (21º lugar), mas abandonou a corrida nas últimas voltas.

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O motivo foi um acidente do inglês Mike Conway, seu companheiro de equipe, com o americano Ryan Hunter-Reay. Bia precisou desviar da batida entre os dois, rodou e saiu da prova. Conway se machucou e precisou ficar fora das pistas por alguns meses, mas sua vaga caiu no colo do sul-africano Tomas Scheckter, outro "extra" utilizado pela Dreyer & Reinbold em Indianápolis, e Bia ficou de fora do resto do campeonato.

Em entrevista ao R7, a piloto explicou que faltou dinheiro para ser a substituta de Conway , e que esse é o seu maior entrave, até agora, na categoria norte-americana. Por isso, ela se concentra completamente em 2011, ano que pretende dedicar integralmente à Indy, apesar de alimentar esperanças de disputar pelo menos mais duas etapas em 2010.

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- O André Ribeiro [seu empresário, que também pilotou na categoria] falou com a equipe. Só que o Conway levava dinheiro, e eles precisavam de dinheiro. Esse é o nosso grande problema. É difícil arrumar dinheiro no meio do ano para continuar [na Indy]. Estamos trabalhando para o ano que vem e, para esse ano, vamos ver se existe alguma possibilidade de fazer alguma corrida sem ter que levar dinheiro.

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Para Bia, o maior problema foi a falta de tempo e a necessidade imediata de conseguir um patrocínio.

- As coisas aconteceram muito de última hora. Quando a gente acertou para São Paulo, já era última hora. Para correr um ano de F-Indy, é muito caro. E para conseguir esse dinheiro no meio do ano... Porque março já é meio do ano para as empresas, que já fecharam o budget [orçamento] do ano, já sabem onde vão gastar o dinheiro. É muito difícil. A gente conseguiu vaga para as 500 Milhas com a ajuda de vários parceiros. Agora, precisamos focar em 2011 para entrar no planejamento dessas empresas e ficar no ano inteiro.