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Red Bull teme que vantagem da Mercedes cresça em 2015

Da Redação ·
Foto: Andy Hone / Pirelli
Foto: Andy Hone / Pirelli

SÃO PAULO, SP - Ainda faltam três meses para o início do Mundial de F-1 de 2015 e os times estão dando início agora à preparação para o campeonato do ano que vem. 

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Apesar disso, a Red Bull já está pessimista para a temporada que começa em 15 de março, em Melbourne, com o GP da Austrália, e acredita que a tendência é a Mercedes estar ainda mais forte do que no campeonato que acabou há pouco mais de duas semanas, em Abu Dhabi. 

"Não estamos jogando a toalha para o ano que vem já, mas certamente existe uma defasagem [em relação à Mercedes]. E, pelo que temos ouvido, os ganhos de performance que eles devem ter para 2015 farão com que nosso desafio seja ainda maior", afirmou Christian Horner, chefe da escuderia austríaca. 

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Em 2014, após quatro anos de domínio da Red Bull, foi a vez de a Mercedes tomar a dianteira da situação graças à drástica mudança no regulamento da F-1, que, entre outras coisas, promoveu a volta dos motores V6 turbo no lugar dos V8. 

Por conta disso, a Mercedes venceu 16 das 19 provas disputadas e cravou 18 pole positions. 

Não à toa, conquistou o Mundial de Construtores no GP da Rússia, no início de outubro, e viu sua dupla lutar pelo título do campeonato de pilotos - Lewis Hamilton superou Nico Rosberg e ficou com a taça. 

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"A Renault pode fazer um ótimo trabalho para nós, mas acho pouco provável que a gente consiga igualar o motor da Mercedes neste ano. Acho que até podemos nos aproximar, mas a Mercedes certamente não vai ficar parada, assim como vai acontecer com a Ferrari", completou Horner. 

A Red Bull foi o único time que conseguiu vencer corridas neste ano além da equipe alemã - Daniel Ricciardo ganhou três etapas. Com isso, completou o campeonato na segunda colocação, mas a diferença na pontuação foi brutal: 405 pontos conquistados contra 701 da Mercedes. 

"Se acreditarmos nos números que ouvimos por aí, a vantagem deles pode crescer ao invés de diminuir. Se for este o caso, vai ser um pouco decepcionante."