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Seleção chega ao Rio de Janeiro em clima de guerra

Da Redação ·
 Saída de Jorginho do aeroporto causou confusão e xingamentos
fonte: REUTERS/Bruno Domingos
Saída de Jorginho do aeroporto causou confusão e xingamentos

O desembarque da seleção brasileira no Rio de Janeiro, na madrugada deste domingo (4), foi o reflexo da postura adotada pela seleção na África do Sul. Na África, a seleção evitou o contato com torcedores e imprensa. No desembarque no Rio, por volta das 2h (horário de Brasília), a situação foi a mesma. Houve confusão e tumulto na chegada dos jogadores.

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O auxiliar técnico Jorginho se mostrou o mais nervoso ao encontrar os jornalistas e torcedores no saguão do aeroporto Antônio Carlos Jobim. Empurrando o carrinho de bagagens em quem estava pela frente ele gritava com todos que estavam a sua frente.

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- Se vocês não se organizarem, não vou falar com ninguém.

A saída do volante Felipe Melo foi a mais complicada. Muito contestado durante a Copa e sob os gritos de “vacilão”, o jogador saiu do saguão escoltado por policiais até o carro do seu pai e foi embora cantando pneus sem falar com a imprensa e com os torcedores.

O primeiro atleta a falar comos jornalistas foi o lateral Gilberto que apareceu muito cabisbaixo, mas tirou pontos positivos da campanha.

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- Infelizmente não conseguimos o título da Copa, mas reconquistamos o amor da torcida pela seleção.

Todos os jogadores aparentavam muita tristeza, porém o mais abalado foi o goleiro Julio César que abraçou sua mãe e começou a chorar. O atleta conseguiu ainda agradecer os torcedores brasileiros.

- Agora vamos descansar, mas quero agradecer o carinho de todos vocês.