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Barcelona é ouvido em inquérito sobre a venda de Neymar

Da Redação ·
Neymar foi contratado a "peso de ouro" pelo Barcelona - Foto: Arquivo
Neymar foi contratado a "peso de ouro" pelo Barcelona - Foto: Arquivo

SÃO PAULO, SP - O presidente do Barcelona, Josep María Bartomeu, compareceu nesta sexta-feira (3) ao Tribunal de Instrução para prestar depoimento sobre a contratação do atacante Neymar, concretizada pelo clube em maio de 2013. De acordo com o clube espanhol, o dirigente prestou esclarecimentos a pedido da Procuradoria da República do Brasil.

Segundo a nota, o Barcelona está ciente que o pedido visa esclarecer as autoridades do Brasil sobre o valor da transação para o pagamento de impostos.

Em março deste ano, o Santos negou estar estar em débito com as Justiça brasileira e espanhola em relação à entrega de documentos relacionados à transferência do atacante Neymar para o Barcelona.

Segundo o clube, todas as solicitações feitas pelo "Ministério Público Federal, Gabinete do procurador-Geral da República e Secretaria de Cooperação Jurídica Internacional" foram atendidas.

O Santos diz ter entregado à Justiça três documentos: o contrato da transferência dos direitos federativos do jogador, a carta de compromisso assinada com o Barcelona pelo atacante e o resumo da transferência no sistema da Fifa.

Os espanhóis investigam se houve sonegação fiscal e algum outro tipo de irregularidade na contratação do jogador pelo Barcelona, no meio do ano passado.

Na última quarta-feira (1º), o pai de Neymar, Neymar da Silva, depôs por mais de duas horas ao juiz da Audiência Nacional, Pablo Ruz, na Espanha, como testemunha no caso de suspeita de fraude fiscal na contratação de Neymar, negociado pelo Santos em 2013.

Fontes presentes na declaração do pai do atleta disseram que ele defendeu alguns dos contratos feitos com o Barcelona, como o de 2 milhões de euros (cerca de R$ 6 milhões) para ser olheiro do clube no Brasil, o que levou o clube espanhol a comprar três jogadores.

Neymar pai recebeu dinheiro pela contratação de seu filho na qualidade de representante e defendeu seu papel como agente do craque brasileiro para o juiz que analisa as acusações de crime fiscal e de apropriação indevida na contratação. 

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