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Nos EUA, Dunga fortalece treinos e busca inovar, sem parceiro Jorginho

Da Redação ·
Seleção brasileira treinou na Red Bull Arena, em Nova Jersey
fonte: Foto: Rafael Ribeiro / CBF
Seleção brasileira treinou na Red Bull Arena, em Nova Jersey

NOVA JERSEY, EUA - Dunga apita e para o treinamento coletivo. Dirige-se ao meio de campo e pede para que Diego Tardelli lhe entregue a bola.

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No minuto seguinte, o técnico mostra na prática como queria que a jogada fosse realizada. Fazendo-se passar por um meia, ele toca a bola para Tardelli, o pivô, que está de costas para o gol, que devolve a bola ao chefe.

Então Dunga dá um lançamento e encontra Neymar livre dentro da área. É gol.

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A cena, com personagens e tipos de jogadas diferentes, é a rotina dos primeiros treinamentos da seleção brasileira neste retorno de Dunga como treinador e algo raro atualmente até em trabalhos diários de clubes, por exemplo, quando dificilmente um técnico põe a mão na massa.

Fã de treinamentos longos, que duram mais de duas horas (na Copa, Luiz Felipe Scolari treinava, em média, uma hora e meia), o técnico tem insistido que seu time tem de jogar com a bola no chão, trocando passes -uma das críticas à equipe do antecessor Felipão era a ligação direta defesa ao ataque com chutões.

Por isso a preocupação de Dunga, que foi um volante mais combativo do que habilidoso quando jogador, em mostrar na prática como quer ver seu time "rodando" a bola, como grita constantemente nos trabalhos que já comandou nos EUA, onde a seleção está concentrada para a realização de dois amistosos.

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"A movimentação foi o que mais me agradou no jogo contra a Colômbia", disse o atacante Neymar analisando o 1 a 0 da última sexta-feira (5), em Miami, na reestreia do treinador. Nesta terça (9), o rival será o Equador, em Nova Jersey, às 22h (de Brasília).

Dunga está mais ativo também porque, hoje, não tem Jorginho como auxiliar.

Parceiros no título mundial de 1994, o ex-volante e o ex-lateral fizeram na seleção a dobradinha entre 2006 e 2010. Jorginho, diferentemente de Dunga, havia tido experiência como treinador antes de chegar à seleção como auxiliar –comandou o América (RJ) e, por um breve momento, foi interino no Fluminense.

Jorginho protagonizava a parte prática dos treinamentos e tinha influência importante na escalação da equipe. O auxiliar de Dunga desta vez é Andrey Lopes, com perfil mais discreto.